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Ato unificado denuncia rombo envolvendo o BRB e o Banco Master

CUT-DF, servidores e parlamentares cobram a responsabilização dos envolvidos e alertam que empréstimo poderá resultar em congelamento de investimentos públicos e precarização dos serviços essenciais no Distrito Federal


por Adi Spezia


Em ato unificado realizado na Praça do Buriti, em frente à sede do Governo do Distrito Federal (GDF), na última quinta-feira (11), a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), juntamente com outras centrais sindicais e sindicatos filiados, denunciou o rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.


Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.
Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.

As entidades denunciam o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que autoriza o GDF a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB. A operação foi aprovada às pressas pela Câmara Legislativa e, segundo a CUT-DF, impõe severas medidas de ajuste fiscal ao Distrito Federal.


Entre as medidas previstas estão o congelamento de investimentos públicos, a suspensão de concursos, a redução do ritmo de nomeações e o congelamento salarial dos servidores. Na avaliação da Central Sindical, “isso representa menos capacidade de investimento do Estado, precarização dos serviços públicos e prejuízos para toda a população do DF”.


Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.
Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.

Durante a manifestação, as entidades deram visibilidade ao que classificam como absurdos promovidos pela gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão. Segundo os manifestantes, o acordo pretende impor ao DF um congelamento de investimentos públicos por 15 anos, colocando em risco serviços essenciais e comprometendo diversas políticas públicas.


“A educação que já vem sofrendo durante esses oito anos de governo vai sofrer ainda mais com o advento desse acordo. Significa 15 anos sem reajuste”, afirmou a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Márcia Gilda.


Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.
Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.

O deputado distrital Gabriel Magno (PT) apontou a gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão como responsável pelo rombo nos cofres públicos e pelos impactos que a medida poderá causar aos servidores do GDF.


“A população começa a perceber os efeitos concretos das escolhas econômicas do governo. A cidade está vendo hospitais sem servidores, escolas superlotadas e serviços desmontados enquanto bilhões são drenados para operações financeiras obscuras. O povo do DF precisa responder politicamente a isso”, declarou.


Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.
Ato unificado denuncia rombo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Foto: Adi Spezia.

Já o deputado distrital Chico Vigilante (PT) chamou a atenção para a dimensão do prejuízo. “Esse assalto aos cofres do BRB é cerca de 30 bilhões de reais”, afirmou.


A secretária da CUT-DF, Thaisa Magalhães, também criticou a condução do processo. “Um banco público que foi prejudicado, que foi danificado, que foi quebrado, roubado por esse governo. O que a gente não concorda é de pagar a conta, é de que o serviço público, é de que a população que depende do serviço público pague uma conta de um roubo que não foi feito pelo povo”, disse.


Para a CUT-DF, qualquer solução para a crise deve ser baseada na responsabilização dos envolvidos, na transparência e na proteção dos serviços públicos. A entidade defende que o rombo provocado pelas operações ligadas ao Banco Master não pode servir de justificativa para sacrificar reajustes salariais, suspender investimentos essenciais ou adiar a convocação de aprovados em concursos públicos.


“Servidores e população não podem ser tratados como fiadores de decisões tomadas por Celina Leão e Ibaneis”, afirma a central em seu posicionamento.


Como encaminhamento da mobilização, o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) aprovou uma nova assembleia com indicativo de greve para o próximo dia 23. Outras categorias também prometem intensificar paralisações e mobilizações caso o governo não abra canais de negociação e transparência sobre os impactos do acordo firmado para socorrer o BRB.P

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