Bancários do Paraná ocupam as ruas de Campo Mourão para denunciar assédios
- Vigília Comunica

- há 5 horas
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por Joka Madruga
A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) realizou quarta-feira (15) mais uma etapa da Caravana Nacional dos Bancários 2026, desta vez no centro de Campo Mourão. A atividade reuniu representantes dos dez sindicatos filiados à federação e teve como foco a denúncia contra o assédio moral, o fechamento de agências e a sobrecarga de trabalho.

Defesa da convenção coletiva
Bruno Murante da Silva, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão, destacou o objetivo central da mobilização: "Fazer mudanças concretas na nossa convenção coletiva e defender os nossos direitos, que estão sendo constantemente atacados".

Atendimento humanizado e lucros dos bancos
O presidente da Fetec-PR, Deonísio Schmidt, explicou o propósito da caravana. "Estamos percorrendo o Paraná para conversar com bancários e população sobre o sucateamento do atendimento bancário. Os bancos querem que as pessoas se auto-atendam, mas defendemos que o atendimento seja feito por bancários", afirmou. Ele também criticou a disparidade entre os lucros e as reivindicações da categoria: "Os bancos tiveram lucratividade média de 15% a 20% ao ano, e pedimos apenas 5% de aumento real".

Sobrecarga e fechamento de postos na Caixa
Nivalda Sguissardi Roy, diretora da Fetec-PR, direcionou suas críticas à Caixa Econômica Federal. "Em 2025, a Caixa lucrou mais de R$ 15 bilhões, resultado do esforço de seus funcionários. Mas enquanto isso, o banco comemora mais de 3 mil postos de trabalho que foram fechados, denunciou. Ela ressaltou que isso aumenta a sobrecarga e o adoecimento dos trabalhadores que permanecem nas unidades.

Ameaça à convenção e ao Itaú
Junior Cesar Dias, secretário de Comunicação do Sindicato de Curitiba, alertou para o risco do fim da convenção coletiva nacional. "Nossa convenção, construída desde 1992, com muita luta, está ameaçada. Tudo o que temos foi conquistado com mobilização", afirmou. Ele também criticou o Itaú por supostas reestruturações que prejudicam clientes e trabalhadores, e convocou a categoria a buscar indenizações: "Procurem no Google sobre a ação do Ministério Público de Minas Gerais contra o Itaú. A saída é coletiva".

Assédio no Bradesco
Wendrel Minare Vieira, diretor da Fetec-PR e coordenador da regional PACTU, fez um relato grave sobre a situação na regional do Bradesco. "O assédio moral está descabido. A gerente regional criou grupos de WhatsApp com ranking de metas, cobranças diárias e frases como 'só sai do grupo quem cumprir a meta'", contou. Segundo ele, houve uma denúncia formal, mas a gerente mudou de estratégia, mantendo a pressão. "A fome dela é por PLR e viagens, às custas do trabalhador. Mas vamos mostrar que o sindicato também morde", concluiu, afirmando que o caso já foi levado ao comando nacional do Bradesco.





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