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Bancários levam caravana a Toledo por valorização e emprego

por Joka Madruga


A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) realizou, terça-feira (14), mais uma etapa da caravana de divulgação da Campanha Nacional dos Bancários 2026. O ato, no Centro de Toledo, reuniu representantes dos dez sindicatos filiados à federação e denunciou a precarização do trabalho e o fechamento de agências.

Deonisio Schimdt. Foto: Joka MAdruga/Vigília Comunica
Deonisio Schimdt. Foto: Joka MAdruga/Vigília Comunica
Fechamento de agências e sobrecarga

O presidente do Sindicato dos Bancários de Toledo, Fernando Augusto Comassetto, criticou o atendimento à população. "A população fica sem atendimento. Quando fecham agência perto de onde moram, eles têm que pegar duas, três circulares para chegar em outra agência e ainda ficam mais de duas horas na fila. É inadmissível", afirmou, denunciando também o assédio e a sobrecarga dos funcionários.

Fernando Comasseto. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
Fernando Comasseto. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
Luta por valorização e empregos

Lucimara Carnietto, secretária geral do Sindicato de Cornélio Procópio, destacou a pressão diária e a incerteza. "Vivemos na incerteza de não saber se a nossa agência vai continuar aberta, com o absurdo do fechamento de agências no Brasil", disse. Ela defendeu "aumento real, valorização da PLR, combate ao assédio moral e sexual, e preservação dos empregos".

Lucimara Carnietto. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
Lucimara Carnietto. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
Lucro recorde e exploração

Deonísio Schmidt, presidente da Fetec-PR, citou dados para contextualizar a luta. "O Itaú lucrou 46 bilhões em 2025 e fechou 319 agências. A população não merece esperar horas na fila enquanto os banqueiros acumulam lucros", afirmou. Ele também criticou a alta taxa de juros, que beneficia os bancos e a baixa distribuição de lucros.


Unidade e diálogo

Márcio Kieller, presidente da CUT-PR, ressaltou a força da organização da categoria. "Uma convenção coletiva nacional há mais de 25 anos só é possível por sindicatos fortes", disse, reforçando que a campanha busca diálogo antes da greve. "Queremos que os banqueiros negociem", finalizou.árci

Márcio Kieller. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica
Márcio Kieller. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

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