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Bancários seguem firmes na negociação com os banqueiros

Com informações da Contraf-CUT


A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários, realizada nesta terça-feira (4), terminou sem avanços concretos. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não aceitou o conjunto das reivindicações econômicas da categoria e adiou para a próxima semana a apresentação de uma proposta oficial, limitando-se a lamentar o impacto financeiro das demandas.


Não reajuste da PLR

Durante a reunião, a Fenaban argumentou que as reivindicações da categoria onerariam excessivamente as instituições financeiras e sugeriu que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não deveria ser reajustada, justificando que os bancos já possuem programas próprios de remuneração variável. A entidade patronal também apontou a concorrência no setor como fator que comprimiria os lucros.


Valorização da PLR

O Comando Nacional dos Bancários, que representam os trabalhadores, refutou a posição da Fenaban. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando, foi enfática. “Os programas próprios não podem substituir a PLR. Cada banco define seu programa próprio, o que tem a ver, em alguns casos, com a venda de produtos. São importantes, mas são complementares, e nem podem substituir ou serem usados para reduzir o valor da PLR”, afirmou.


A categoria também rebateu o discurso de dificuldade financeira. A Convenção Coletiva de Trabalho prevê a distribuição de até 15% do lucro líquido, mas os grandes bancos privados distribuem, em média, apenas 5,9%, um percentual muito inferior ao permitido.


Expectativa para a próxima semana

Cristiane Zacarias, presidenta do Sindicato dos Bancários de Curitiba, avaliou o resultado da rodada. "O Comando Nacional esteve disponível para dialogar e receber propostas. A Fenaban, por sua vez, apenas lamentou as dificuldades e não apresentou proposta efetiva. Ficou o compromisso de trazer algo na próxima semana", afirmou. Ela expressou frustração com a postura da entidade patronal.


A categoria segue mobilizada e aguarda que a Fenaban apresente, na próxima rodada, uma proposta condizente com a lucratividade recorde dos bancos e com as necessidades dos trabalhadores.

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