Servidores de Araucária fazem greve hoje (29) contra mudanças na Previdência
Os sindicatos justificam que tentaram abrir diálogo para que a PELOM fosse retirada da Câmara de Vereadores e debatida com a sociedade
por Redação Vigília

Na manhã de terça (29), a cidade de Araucária, uma das mais importantes do Paraná em receita, amanheceu com uma greve dos servidores municipais (representados no Sifar) e dos professores municipais (representados no Sismmar). O que envolve um raio de mais de cinco mil trabalhadores.
O funcionalismo é crítico ao prefeito Gustavo Botogoski (PSD, mesmo partido do governador Ratinho Jr e do atual candidato ao governo, Sandro Alex), e exige que a Câmara local vote contra a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELOM) nº 11/2026, que, de acordo com os sindicatos, permite ao Executivo exercer poderes sob o Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA), que é um fundo de administração indireta e considerado independente.
A proposta também retira capacidade propositiva do Conselho Municipal de Saúde.
A manhã foi de mobilização nesses espaços e movimentação também da Polícia Militar na Câmara de Araucária.
Justificativa da greve
Na primeira semana de setembro, a Prefeitura de Araucária protocolou na Câmara a Proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal (PELOM) nº 11/2026.
Desde então, os sindicatos justificam que tentaram abrir diálogo para que a PELOM fosse retirada da Câmara de Vereadores e debatida com a sociedade civil.
Porém, o atual prefeito Gustavo Botogoski (PSD), de acordo com o funcionalismo, recusou este diálogo, o que levou à greve desta terça-feira. As entidades consideram que seria necessário mais espaços de debates com a sociedade sobre as mudanças, como, por exemplo, uma audiência pública, com a votação na Câmara acontecendo apenas depois disso.
“A PELOM nº 11/2026 é um projeto que altera vários artigos da constituição municipal, criando fragilidades jurídicas que permitem, ao atual prefeito e às gestões futuras mais controle sobre organismos independentes e democráticos, como o Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA)”, aponta nota dos sindicatos.
Outro lado
Em suas redes sociais, o prefeito Gustavo Botogoski (PSD) justifica que “Depois do diálogo entre Câmara, FPMA e representantes dos servidores, foi apresentada uma emenda ao projeto em tramitação. A proposta mantém a proteção dos recursos previdenciários e preserva as competências relacionadas à gestão do Fundo”, descreve em sua página pessoal.
O funcionalismo em greve, no entanto, quer a retirada do projeto ou a votação contrária a ele.




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