Bancários cobram aumento real e saúde em mesa de negociação
- Vigília Comunica

- 30 de jul.
- 2 min de leitura
por Joka Madruga
O Comando Nacional dos Bancários está reunido nesta quinta-feira (30) em São Paulo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada. A pauta inclui reajuste salarial acima da inflação, valorização da PLR, melhores benefícios e, principalmente, condições para combater o adoecimento no trabalho.

A mesa de hoje aborda remuneração e saúde
Deonísio Schmidt, presidente da Fetec-PR, resume os temas em discussão. "A mesa de hoje trata de dois temas extremamente importantes: a remuneração dos bancários e o retorno sobre as nossas reivindicações de saúde", afirma. Segundo ele, a categoria não abre mão de ganho real acima do INPC, além da recomposição do poder de compra, valorização da PLR e do piso da categoria.

Dados que comprovam o adoecimento
Deonísio critica a postura dos bancos em relação ao ambiente de trabalho. "Os bancos negam que o ambiente de trabalho é adoecedor, usando dados subjetivos. Precisamos de dados objetivos", argumenta. Ele cita números: "25% dos afastados por doença mental no INSS são bancários." O dirigente também menciona o uso de medicamentos tarja preta e os casos de burnout como evidências concretas. Para ele, as metas abusivas e o assédio moral são os principais agentes do adoecimento. "Metas inatingíveis têm dois objetivos: o lucro do banco e o controle sobre o trabalhador pelo medo. Precisamos romper com isso", defende.
Valorização do conjunto remuneratório
Cristiane Zacarias, presidenta do Sindicato dos Bancários de Curitiba, comenta que a pauta focada nas cláusulas econômicas. "Vamos nos pautar pela lucratividade dos bancos, que segue avançando", afirma.

Ela defende uma visão ampla da remuneração, separando os itens que a compõem para valorizá-los em suas particularidades. "Salário é diferente de vale-alimentação; cada elemento tem uma finalidade. Os bancos influenciam os preços do mercado e são os que mais lucram com a exploração do consumo. É justo que reconheçam a necessidade de valorizar esses itens", argumenta.
Para Cristiane, o bancário precisa fazer a conta de cada item para garantir que sua remuneração final seja justa, "muito distante do que recebem os acionistas".




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