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Comissão da Vila Pantanal avalia situação de moradias em risco

Associação de moradores defende que a remoção seja feita a partir de um projeto habitacional


por Pedro Carrano


Na segunda reunião, foi pensado um plano de trabalho, que envolve o cadastramento e mapeamento. Foto: Pedro Carrano
Na segunda reunião, foi pensado um plano de trabalho, que envolve o cadastramento e mapeamento. Foto: Pedro Carrano

No dia 6 (quarta), aconteceu, na associação de moradores da Vila Pantanal, no bairro Alto Boqueirão, o segundo encontro da comissão formada entre moradores em área de risco, associação, mandatos parlamentares, Cohab e órgãos municipais. A ausência da Secretaria de Meio-Ambiente foi sentida nessa segunda reunião..



O poder público apresenta a situação de que moradores da Pantanal, cujas casas foram feitas à margem de córrego, na Área de Preservação Ambiental (APA) do rio Iguaçu, devem ser realocadas.


Movimento popular e associação de moradores, por sua vez, defende que a remoção seja feita a partir de um projeto habitacional.


Plano de Trabalho


No primeiro momento da comissão, a vila Pantanal foi visitada e delimitada as áreas 1,2 e 3 (esta última, chamada Chacrinha). Agora, deve ser feito um cadastramento das famílias e mapeamento da situação, com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR).


Na segunda reunião, foi pensado um plano de trabalho, que envolve o cadastramento e mapeamento, entre os dias 16 e 25 de maio.


A exigência da associação de moradores é que, depois do cadastramento, seja feito debate intenso sobre as possibilidades de inserção dos moradores em projeto habitacional.


Foram debatidas também as condições para acesso ao auxílio aluguel por parte das famílias que tiveram a casa destruída pelo órgãos ambientais.


"O trabalho da comissão vai ser fundamental, mas tem que ser levado a sério, tanto por nós, mas sobretudo pela Prefeitura e órgãos municipais. O povo da Pantanal tem história de luta, de construção, é uma vila respeitada de décadas, onde fizemos nossa vida, e isso exige seriedade e respeito às famílias. Convocamos unidade e participação nesse momento", aponta Elessandra Barbosa, presidente da associação de moradores e integrante da coordenação da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).


Foram debatidas também as condições para acesso ao auxílio aluguel por parte das famílias que tiveram a casa destruída pelo órgãos ambientais. Foto: Pedro Carrano
Foram debatidas também as condições para acesso ao auxílio aluguel por parte das famílias que tiveram a casa destruída pelo órgãos ambientais. Foto: Pedro Carrano

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