Como negociar com quem não é confiável?
- Vigília Comunica

- 4 de mar.
- 2 min de leitura
“Não temos confiança nos norte-americanos e não temos intenção de entrar em negociações”, afirma o governo iraniano
Qualquer pessoa comum e trabalhadora sabe o quanto é duro lidar com gente mentirosa e que age com dissimulação. Ou seja, como se diz, pessoas que a palavra “faz curva”.
Pois Donald Trump e o governo imperialista dos EUA têm exatamente esse perfil. Para conseguir cumprir o interesse dos grandes proprietários de empresas transnacionais e do mercado financeiro, eles atropelam os organismos internacionais, a diplomacia e a mesa de negociação entre os países. Não é possível – como dizia Che Guevara – qualquer confiança no imperialismo.

Até mesmo o assessor especial da Presidência da República, o embaixador Celso Amorim, disse que a situação é extremamente preocupante com a invasão do consórcio EUA e Israel contra o Irã, guerra que iniciou e não tem previsão de término.
O Irã está preparado para continuar lutando e não tem intenção de negociar com os Estados Unidos, declarou Mohammad Mojber, assessor do falecido líder supremo do país, hoje, quarta, (04/03).
“Não temos confiança nos norte-americanos e não temos intenção de entrar em negociações com os Estados Unidos”, disse ele, conforme citado pela agência de notícias iraniana Tasnim.
Eles estão certos. Afinal, ninguém confia. Trump usa uma tática comum à extrema direita e ao neofascismo (recordam do Jair?) que é lançar uma frase, ameaçar, enganar, e fazer outra coisa.
O primeiro ataque neste ano ao Irã ocorreu no sábado, dia 28 de fevereiro, no meio das negociações, mediadas em Omã, e para a qual autoridades avaliavam que havia avanços e disposições. O próprio presidente da Rússia, Putin, fez o comentário sobre os EUA se retirar da mesa sobre arsenal atômico e seguir cobrando do país persa compromissos.
Governos neofascistas e de extrema direita não são confiáveis. Justamente porque não têm como apresentar projetos nítidos. Dizem que defendem o “povo”, mas votam pacotes de restrição fiscal e econômica. São neoliberais. Dizem que são nacionalistas, mas defendem um país sem soberania. Dizem defender os trabalhadores, mas não aprovam a redução da jornada 6x1, porque estão com os patrões.
Entre os países da Europa que, de um jeito submisso, estão sendo arrastados para a guerra, até agora apenas a Espanha não concordou com as falsas narrativas de sempre. O premiê espanhol Pedro Sánchez relembrou a Guerra do Iraque, na qual a Espanha foi “arrastada” por uma administração norte-americana anterior. Ele afirmou que as justificativas eram eliminar armas de destruição em massa, promover a democracia e garantir a segurança global. “O efeito foi o oposto, desencadeando a maior onda de insegurança que nosso continente sofreu desde a queda do Muro”.

Nas eleições de outubro deste ano, que ninguém se engane. O projeto da extrema direita, no Brasil, na Argentina, nos EUA e no mundo, só nos levará à beira do abismo.




Comentários