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O Irã está à frente hoje da resistência dos povos no mundo

Editorial Vigília Comunica


Desde os ataques imperialistas e coloniais levados a cabo pelo governo dos EUA e Israel contra a república do Irã, os resultados não estão de acordo com o otimismo exagerado de Trump. Pelo contrário, o Irã mostrou coesão popular, apesar da morte de vários dirigentes, capacidade militar, e promove baixas no inimigo.



O Estreito de Ormuz é central para o fluxo e oferta de petróleo no mundo. Neste momento, o Irã tem o controle militar do canal e permite apenas a passagem de navios dos países que não considera hostis: Iraque, Líbano, Coreia do Norte, Bangladesh, Rússia, China, Iêmen e Paquistão. Com isso, a oferta de petróleo mundial reduziu e o preço internacional do barril está perigosamente subindo.


Os EUA, após a invasão cirúrgica contra a Venezuela, e sequestro do presidente Maduro e Cilia Flores, em um país de população mobilizada, mas sem recursos antiaéreos, ficou confiante que poderia atacar o Irã com os mesmos resultados que teve com a Venezuela e que vem tendo com a pressão sobre Cuba.


Porém, a resistência do Estado iraniano tem se feito com uso de tática e estratégia, paciência, resposta massiva de mísseis balísticos contra as bases estadunidenses em toda a região e, sobretudo, retaliação contra os países submissos aos EUA. O país aprendeu lições com a derrota na guerra dos 12 dias, em 2025, e aumentou sua capacidade militar.


As críticas à forma como se desenvolveu a Revolução Iraniana, do final dos anos 70, que permitiu o domínio político do clero e não da classe trabalhadora, não permite hoje deixar de apoiar a mensagem do Irã aos povos do mundo: Israel e o governo dos EUA não são imbatíveis. Talvez seja a primeira vez que uma invasão estadunidense a outro país enfrente, no século 21, uma reação tão dura.


A resposta e a pauta como sempre é: Soberania Nacional e respeito aos povos. A vitória do Irã neste momento seria uma vitória da humanidade contra os barões das armas e do Capital. Todo apoio é necessário.

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