Conselho do Meio Ambiente rejeita prorrogação do lixão da CIC
- Vigília Comunica
- há 3 dias
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por Luis Lomba
O Conselho Municipal do Meio Ambiente de Curitiba rejeitou por unanimidade nesta quinta-feira (18) pedido da empresa Essencis para prorrogar o uso do lixão da Cidade Industrial (CIC). A mobilização de organizações populares foi fundamental para o resultado - houve protesto antes da reunião, que foi transmitida ao vivo no Instagram por ambientalistas, reforçando a pressão pelo fim do lixão. “Foi uma pequena vitória. Todo mundo do Conselho entendeu que não dá para simplesmente seguir com esse aterro”, afirma Verônica Rodrigues, integrante dos coletivos SOS Arthur Bernardes e 1 Milhão de Árvores.

Verônica atribui a derrota da Essencis aa atuação conjunta dos coletivos ambientalistas. “Nos unimos para fazer pressão e levar informação a cada conselheiro”, diz Verônica. A transmissão ao vivo da sessão também foi decisiva, avalia. A transmissão tornou pública a posição de cada conselheiro e foi fundamental para evitar que se repetisse o ocorrido na votação anterior, quando o Conselho rejeitou por 11 a 7 uma moção de apoio ao tombamento do Bosque da Copel.
Os coletivos vão se manter mobilizados para acabar com o lixão da CIC. “Tem que ser assim, pois a gente sabe que a Essencis vai continuar tensionando pelas vias judiciais para conseguir a expansão do aterro. O objetivo deles é seguir por mais oito anos destruindo aquela região”, afirma Verônica. Ela cobra uma maior democratização do Conselho, inclusive com mais reuniões que as cinco que acontecem anualmente.
Localizado em área residencial, o lixão da Essencis tem causado problemas constantes aos moradores de um dos bairros mais populosos de Curitiba. Além disso, o aterro está localizado junto à Estação de Tratamento de Água do Passaúna, que abastece mais de 700 mil pessoas na cidade.
Após o fechamento do Aterro Sanitário da Caximba, em 2010, o lixão da Essencis, instalado em 1997, passou a receber enormes quantidades de lixo diariamente. “A Prefeitura de Curitiba falhou no planejamento para a gestão e destinação dos resíduos sólidos da cidade”, aponta manifesto divulgado pelo movimento Fora Essencis.
