Copel fica nas últimas posições do ranking da Aneel
- lazzarimlouize
- 24 de abr.
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Por José Pires
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está entre as últimas colocadas no ranking nacional de continuidade do fornecimento de energia elétrica divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O levantamento avalia a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras de grande porte no país. A classificação se refere ao desempenho em 2024 e coloca a empresa paranaense na 27ª colocação entre 33 concessionárias avaliadas.

De acordo com o levantamento, publicado no último dia 15, os consumidores paranaenses ficaram, em média, 7,17 horas sem energia elétrica ao longo de 2024. Embora o número represente uma redução em relação a períodos anteriores — indicando algum ganho de eficiência operacional — ele ainda se mantém acima de diversas distribuidoras de grande porte no país, o que impacta diretamente a colocação da empresa no ranking geral.
A classificação da Aneel leva em consideração o chamado Desempenho Global de Continuidade (DGC), um indicador que combina tanto a duração quanto a frequência das interrupções no fornecimento. Nesse critério, quanto menor o índice, melhor a qualidade do serviço prestado. A Copel registrou DGC de 0,84, o que a posicionou na 27ª colocação entre as maiores concessionárias do Brasil, mantendo-se abaixo da média nacional e distante das empresas mais bem avaliadas.
Os dados da Aneel mostram que a Copel está na contramão do cenário nacional. Segundo a Agência, a qualidade dos serviços de distribuição melhorou em 2024 em relação a 2023: os consumidores ficaram 10,24 horas em média sem energia (DEC) no ano (redução de 1,7%). Já a frequência (FEC) das interrupções se manteve em trajetória decrescente, caindo de 5,15 interrupções em 2023 para 4,89 interrupções em média por consumidor em 2024 (melhora de 5%).
O ranking inclui empresas que atendem 400 mil unidades consumidoras ou mais. As distribuidoras que mais evoluíram em 2024 foram Neoenergia Brasília (DF), CPFL Paulista (SP) e Neoenergia Elektro (SP).
Em manifestações públicas, a Copel tem questionado a metodologia do ranking, argumentando que o DGC pode gerar distorções na percepção da qualidade do serviço. A empresa defende que o indicador mais adequado seria o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), que mede exclusivamente o tempo total em que os clientes ficam sem energia. Sob esse critério, a companhia afirma subir para a 12ª posição nacional.
No entanto, especialistas do setor elétrico apontam que o DGC é amplamente utilizado por permitir uma avaliação mais completa da experiência do consumidor, ao considerar não apenas o tempo total sem energia, mas também a recorrência das falhas.
A Copel foi considerada, em 2016, a melhor distribuidora da América Latina pelos seus clientes, era o quarto título do tipo conquistado pela estatal. Em 2017, ainda como empresa pública, ocupava a 19ª posição no ranking. Com a chegada de Ratinho Júnior (PSD) ao governo estadual, em 2019, e a nomeação de Daniel Pimentel para a Presidência da companhia, adota-se o conceito econômico de Mindset privado, que busca a maximização dos lucros com a minimização das despesas. O resultado, segundo a oposição, foi um aumento dos dividendos pagos a acionistas e uma queda na qualidade do atendimento à população.
E a Companhia foi privatizada em 8 de agosto de 2023. O processo ocorreu através de uma oferta de ações na Bolsa de Valores brasileira (B3), movimentando cerca de R$ 5,2 bilhões. Com a operação, o estado do Paraná reduziu sua participação, deixando de ser o controlador majoritário da empresa.
Confira a classificação do Ranking da Aneel:
1º – CPFL Santa Cruz – 0,54
2º – Neoenergia Cosern – 0,56
3º – Equatorial PA – 0,59
4º – CPFL Piratininga – 0,60
5º – Energisa PB – 0,63
6º – Energisa RO – 0,64
7º – CPFL Paulista – 0,65
8º – Energisa Sul Sudeste – 0,69
8º – Energisa TO – 0,69
8º – Neoenergia Coelba – 0,69
11º – EDP ES – 0,70
11º – Energisa Minas Rio – 0,70
11º – Energisa MT – 0,70
11º – Equatorial AL – 0,70
11º – Neoenergia Elektro – 0,70
16º – EDP SP – 0,71
16º – Equatorial PI – 0,71
18º – Amazonas Energia – 0,74
18º – Energisa SE – 0,74
20º – RGE – 0,75
21º – Neoenergia Pernambuco – 0,76
22º – Energisa MS – 0,80
23º – Enel CE – 0,82
23º – Enel RJ – 0,82
25º – Celesc – 0,83
25º – Neoenergia Brasília – 0,83
27º – Copel – 0,84
28º – Light Sesa – 0,84
29º – Equatorial MA – 0,86
30º – Enel SP – 0,90
31º – Cemig – 0,91
32º – Equatorial GO – 0,96
33º – Equatorial CEEE – 0,98




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