Curitiba reúne mobilização estudantil em apoio a Lula
Em defesa da democracia e de propostas para a educação, estudantes paranaenses tomam as ruas de Curitiba em ato político

“Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua pro seu filho estudar!” O grito de guerra da juventude deu o tom da mobilização pela democracia realizada em Curitiba na noite de quinta-feira, 8 de outubro.
Reunindo milhares de manifestantes, estudantes e trabalhadores conclamaram a participação popular para o segundo turno da eleição presidencial, destacando a defesa dos direitos sociais, da Constituição brasileira e da democracia.
O diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE), Victor Nakano, afirmou que o ato histórico representou um grito necessário em defesa da educação pública e dos direitos da população, apontando preocupação com propostas de oposição associadas ao adversário na disputa nacional.
“O movimento estudantil é muito mais do que a defesa da educação pública. É a defesa dos direitos constitucionais do cidadão. Em um momento em que propostas no debate político colocam em risco a Constituição, atos como esse representam a resistência da população e a luta para que projetos que atacam a classe trabalhadora não avancem”, declarou.
Desdobramentos e repercussão
O jornalista e militante da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), Pedro Carrano, avaliou a expressividade da mobilização na capital paranaense.
"Não me recordo de uma mobilização tão grande em Curitiba nos últimos anos. O junho de 2013 teve muita expressão, também tivemos atos importantes em momentos de crise institucional, mas a dimensão vista ontem chamou a atenção", explicou o militante.
Alimentados por postagens na rede social X (antigo Twitter) — incluindo publicações de um deputado federal criticando atos estudantis —, organizadores apontaram que houve tentativas de desestabilização da manifestação.
Apesar da pressão política e do clima de tensão relatado nas redes, o ato na capital paranaense ocorreu de forma pacífica. A manifestação foi encerrada com fortes críticas a Flávio Bolsonaro e palavras de ordem e jingles tradicionais em apoio à campanha de Lula ("Olê, olê, olê olá, Lula, Lula!").





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