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Deputada Ana Júlia denuncia violência política na Alep

24 de set.
2 min de leitura

 A Assembleia Legislativa é composta de 54 parlamentares, sendo apenas 10 mulheres, que sofrem, segundo ela, machismo com diferentes nuances


por Pedro Carrano



"Temos que construir um mundo mais justo, mais fraterno, mudar a maneira como os homens enxergam as mulheres". Foto: Mandato Ana Júlia
"Temos que construir um mundo mais justo, mais fraterno, mudar a maneira como os homens enxergam as mulheres". Foto: Mandato Ana Júlia

Em espaço voltado para o debate com mulheres, candidatas e lideranças, organizado pelo Instituto Declatra, na quarta (23), a deputada estadual Ana Júlia Ribeiro (PT) abordou a violência política sofrida por mulheres parlamentares e, no seu caso, a abordagem machista que vivencia enquanto deputada de esquerda na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).


Na sua estrutura de representação, de acordo com a crítica Ana Júlia, a Alep é composta de 54 parlamentares, sendo apenas 10 mulheres, que sofrem, segundo ela, com diferentes nuances, as consequências de uma estrutura sexista.


No debate de ontem, foi falado sobre o caso quando o deputado Ricardo Arruda (PL) insinuou que a vestimenta de Ana Júlia não seria "adequada" para o espaço. Para a parlamentar, isso reflete a posição de homens que se sentem ameaçados no seu espaço de poder e não conseguem sustentar debates a partir de propostas e projetos.


"Sempre tinha sido respeitada dentro das minhas posições políticas", afirma Ana Júlia, porém, pondera que o episódio gerou um contexto de desrespeito que se acentuou depois dos ataques machistas de Arruda. Esse contexto envolve desrespeitos desde os parlamentares passando também pelas suas assessorias.


O desafio, para Ana Júlia, tem caráter estrutural, porque envolve a superação do modo de produção capitalista. No plano imediato, é necessária, segundo ela, a postura crítica sobre a forma como se constrói o olhar masculino, o que exige debates, formação e mudanças:


"Temos que construir um mundo mais justo, mais fraterno, mudar a maneira como os homens enxergam as mulheres, como uma propriedade privada sua, como extensão do seu patrimônio, temos que fazer esse debate com a sociedade", afirmou.

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