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EDITORIAL I Detenção e tortura de Thiago Ávila mostram como Estado de Israel é criminoso

Prática semelhante ao nazismo foi vista com a detenção de brasileiro que comanda solidariedade à Palestina


por Redação Vigília


O ativista Thiago Ávila chegou ao Brasil no dia 11 (segunda), depois de ser mantido preso e torturado em Israel durante dez dias. O defensor da causa palestina foi sequestrado pelas Forças Armadas Israelenses no dia 30 de abril, quando participava de uma nova missão da Global Sumud Flotilha que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, ao lado de outros militantes.

Thiago concede entrevista ao chegar no Brasil. Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil
Thiago concede entrevista ao chegar no Brasil. Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

Desde outubro de 2023, o mundo presencia um genocídio transmitido em tempo real. O governo de Benjamin Netanyahu, apoiado pelo imperialismo dos EUA, assassinou mais de 72,5 mil palestinos. Numa guerra sobre o pretexto de “combater o Hamas” em nenhum momento tratou-se de um combate defensivo. Pelo contrário, o principal alvo das Forças Armadas Israelenses foram mulheres, crianças, hospitais e a infraestrutura de Gaza, para tentar criar um grande corredor para o lucro do Capital. Não conseguiram.


Ao mesmo tempo, em que pese a centralidade de outros conflitos, caso da guerra do EUA/Israel contra o Irã, os ataques, mortes, expulsões e despejos ainda seguem fortes em território palestino.


De acordo com o jornal israelense Haaretz, durante o fim de semana, colonos israelenses realizaram mais de 20 ataques em toda a Cisjordânia, ferindo várias pessoas, incluindo uma mulher grávida, enquanto incendiavam casas, vandalizavam propriedades e arrancavam oliveiras. Relatos palestinos disseram que colonos apedrejaram casas na aldeia Nablus, entraram em várias delas e agrediram os moradores.


O presidente Lula acertou em se posicionar de forma firme contra o cárcere de Thiago Ávila, e é necessário que mantenha defesas e medidas firmes contra as barbáries produzidas pelo Estado de Israel. Esse Estado, nesse atual formato, precisa ser extinto. Ele não tem contundência histórica em uma região que sempre foi de diversidade étnica e cultural. Até mesmo judeus ilustres no século vinte, caso de Einstein e Freud, reivindicavam respeito ao povo judeu, mas não um território exclusivo que assassinasse e dominasse outros povos. Não o sionismo que vê outros povos como inferiores.


O Estado de Israel é autoritário, torturador, mantém 9 mil palestinos presos. Um Estado atrasado, não laico, racista e sionista. Certamente os judeus de caráter e compromisso humano não podem ter acordo com o projeto de Netanyahu. Saudamos o internacionalismo de Ávila, da flotilha, a solidariedade de trabalhadores petroleiros e dos povos do mundo - mais do que nunca isso é urgente.

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