EDITORIAL. O futuro do petróleo, a China e a soberania
- Pedro Carrano
- 20 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de abr.
Diante da queda de oferta de petróleo mundial, Brasil deve apostar na soberania energética

A partir da guerra produzida pelo consórcio EUA/Israel contra o Irã, o país se viu obrigado a controlar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, além de aproximadamente 20% a 25% do comércio mundial de gás natural liquefeito (GNL).
Mesmo com o cessar fogo, o governo estadunidense cerca e ataca navios iranianos no entorno do Estreito, mostrando que a invasão imperialista é de longa duração.
Nesse cenário, foram reduzidas as exportações de petróleo do Oriente Médio em aproximadamente 12,5 milhões de barris por dia. Com isso, a China, principal economia em ascensão no mundo, têm procurado petróleo no Brasil e no Oeste do continente africano.
Pequim absorveu 64,6% de toda a exportação de petróleo brasileiro em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A exportação de petróleo para a China em março alcançou US$ 3,1 bilhões, alta de 111% ante igual período do ano anterior, de acordo com o Valor Econômico.
A soberania nacional e energética é um assunto crucial nos dias de hoje. A guerra forçou países à retomada de fontes fósseis no curto prazo (inclusive carvão), caso da China, para garantir abastecimento imediato.
Isso no curto prazo. No médio prazo, o apontamento é para as energias renováveis.
O Brasil e as nações independentes, no marco do BRICs, devem apostar no controle do Estado, no planejamento e uso racional dos recursos, além de uma transição energética pensada, como defendeu corretamente o presidente Lula na Europa:
“Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu o presidente brasileiro.
Este ano, o principal debate é a soberania nacional, o controle dos recursos energéticos, a reconversão da indústria, e as relações no marco da multipolaridade. Também o fim das ideias neoliberais que - literalmente - apenas afundaram muitos países.





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