EDITORIAL | China negocia habilidosamente com EUA
- Vigília Comunica

- 18 de mai.
- 2 min de leitura
Estamos numa época histórica assistindo ao perigoso declínio de um império
por Vigília Comunica
O principal fator da semana sem dúvida foi a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jiping, ao longo de três dias. Na prática, o conflito estratégico entre as duas principais potências do mundo não muda, em que pese essa ação tática para distensionar o conflito mundial.

Os EUA, desde antes do governo Trump, estão assustados com o desenvolvimento chinês, a capacidade tecnológica e a redução do tempo de trabalho, com aumento de produtividade, mantendo uma estratégia de tentativa de contenção do desenvolvimento chinês. Todas as movimentações militares recentes parecem ter como alvos os parceiros chineses, para assim conter a expansão da China.
O imperialismo estadunidense, sabemos, é o inimigo número 1 da humanidade. Em vinte anos, promoveu guerras no Afeganistão, Iraque, Sudão, Líbia, Síria, apoiou o genocídio palestino, atacou em 2026 o Irã, além de promover golpes de Estado, sobretudo na América Latina.
A China, no sentido contrário, segue criando pontes com outros países, investimento em ciência, tecnologia e indústria, modais ferroviários, integração regional a partir da Rota da Seda, além de apostar em blocos alternativos, caso do BRICS.
O pensamento de seu governo é o de evitar um choque com os EUA a curto prazo, buscando distensionar e seguir acumulando forças diante da hostilidade do governo Trump. Um ponto, no entanto, bem demarcado por Pequim na reunião foi o tema de Taiwan, considerado território chinês, sem qualquer possibilidade de negociação. A China não abre mão de sua soberania nacional.
Como se vê, estamos numa época histórica assistindo ao perigoso declínio de um império, bem como à ascensão de outro, articulado ainda com países de peso, caso da Rússia e Irã.
O xadrez geopolítico mundial está se movendo e pode se dizer que ele guarda muitos perigos, mas também muitas possiblidades para as forças populares nacionais a partir do declínio estadunidense.




Comentários