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Em Curitiba, professores e servidores alertam para risco de militarização das escolas municipais

15 de jun.
2 min de leitura

Sindicatos da Educação Municipal convocam mobilização para amanhã (16) na Câmara Municipal


por Redação Vigília


Cerimônia de entrega de uniformes em escola cívico-militar da rede estadual de educação. (Foto: Silvio Turra/SEED)
Cerimônia de entrega de uniformes em escola cívico-militar da rede estadual de educação. (Foto: Silvio Turra/SEED)

A Câmara Municipal de Curitiba deve votar na próxima terça-feira (16), a partir das 9 horas, o projeto dos vereadores Delegada Tathiana Guzella (União) e Guilherme Kilter (Novo) que abre alas para a implementação de um modelo inspirado nas escolas cívico-militares estaduais na rede municipal de ensino.


Diante dessa situação, professores da educação infantil e do magistério municipal estão convocando mobilização na Câmara a partir de seus respectivos sindicatos.


O Sismmac convocou o Conselho de Representantes (CR) extraordinário, em caráter de urgência, às 8h30, em frente à Câmara Municipal de Curitiba, junto ao ato que contra a aprovação do projeto de militarização das escolas de anos finais (6º ao 9º ano) da rede.


No mesmo sentido, o Sismuc, que representa o funcionalismo no geral, convoca servidores, famílias, estudantes e toda a comunidade escolar a acompanharem a votação e se mobilizarem contra a iniciativa.


Na visão do Sismuc,


“o projeto representa uma ameaça à educação pública municipal, à autonomia das escolas e à valorização dos profissionais da educação. Além disso, preocupa a possibilidade de utilização de recursos da própria educação para financiar a presença de militares nas unidades escolares”

Já o Sismmac e os professores do magistério acusam:

“A versão original, cópia do modelo implementado por Ratinho Jr. no estado, previa a militarização de toda a rede e a imposição de núcleos para comandar as escolas e concentrar recursos da educação. O substitutivo restringe a proposta aos anos finais, mas mantém a abertura para parcerias com militares e até com entes privados, abrindo caminho para a privatização da gestão escolar”.

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