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Em Curitiba, professores e servidores alertam para risco de militarização das escolas municipais

Sindicatos da Educação Municipal convocam mobilização para amanhã (16) na Câmara Municipal


por Redação Vigília


Cerimônia de entrega de uniformes em escola cívico-militar da rede estadual de educação. (Foto: Silvio Turra/SEED)
Cerimônia de entrega de uniformes em escola cívico-militar da rede estadual de educação. (Foto: Silvio Turra/SEED)

A Câmara Municipal de Curitiba deve votar na próxima terça-feira (16), a partir das 9 horas, o projeto dos vereadores Delegada Tathiana Guzella (União) e Guilherme Kilter (Novo) que abre alas para a implementação de um modelo inspirado nas escolas cívico-militares estaduais na rede municipal de ensino.


Diante dessa situação, professores da educação infantil e do magistério municipal estão convocando mobilização na Câmara a partir de seus respectivos sindicatos.


O Sismmac convocou o Conselho de Representantes (CR) extraordinário, em caráter de urgência, às 8h30, em frente à Câmara Municipal de Curitiba, junto ao ato que contra a aprovação do projeto de militarização das escolas de anos finais (6º ao 9º ano) da rede.


No mesmo sentido, o Sismuc, que representa o funcionalismo no geral, convoca servidores, famílias, estudantes e toda a comunidade escolar a acompanharem a votação e se mobilizarem contra a iniciativa.


Na visão do Sismuc,


“o projeto representa uma ameaça à educação pública municipal, à autonomia das escolas e à valorização dos profissionais da educação. Além disso, preocupa a possibilidade de utilização de recursos da própria educação para financiar a presença de militares nas unidades escolares”

Já o Sismmac e os professores do magistério acusam:

“A versão original, cópia do modelo implementado por Ratinho Jr. no estado, previa a militarização de toda a rede e a imposição de núcleos para comandar as escolas e concentrar recursos da educação. O substitutivo restringe a proposta aos anos finais, mas mantém a abertura para parcerias com militares e até com entes privados, abrindo caminho para a privatização da gestão escolar”.

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