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Em evento lotado, Comitê Lula Paraná define ações para o segundo turno

7 de out.
2 min de leitura

Mais de mil pessoas se encontraram para incentivar ações nas redes e nas ruas, alertando a população para o risco de vitória do neofascismo


por Pedro Carrano


A APP-Sindicato recebeu, na noite do dia 6 (terça), a reunião ampliada “Lula presidente”, organizada pelo Comitê Popular do Paraná, com a presença de ativistas, militantes, lideranças, movimentos populares e sindicais, partidos, comunicadores ou pessoas simplesmente preocupadas com o risco de vitória de Flávio Bolsonaro (PL).


Em um auditório lotado, com perto de mil pessoas, o Comitê traçou um quadro dos desafios da campanha em Curitiba e no Paraná.


“Vamos aumentar e virar 400 mil votos no Paraná, mostrando as ameaças contra os trabalhadores e os riscos de cortes no BPC, no salário, no SUS”, afirmou Arilson Chiorato, presidente estadual do PT e deputado federal recém-eleito.


A análise da campanha é de que será necessário um movimento de convencer pessoas a “virar” e mudar o seu voto de Bolsonaro para Lula, ou mesmo votar agora no segundo turno, depois de abstenção no primeiro.


Houve a constatação de queda de votação, no comparativo entre os anos de 2022 e agora, em regiões geralmente com presença da esquerda, caso de bairros periféricos, como o Tatuquara, até regiões do Paraná historicamente organizadas com a esquerda, caso da região Sudoeste.


Desafios nas redes

No segundo momento, a reunião contou com apontamentos de Gabriel Frigo, responsável pelas redes sociais de Gleisi Hoffmann, Gabriel Andri, responsável pela página “Lado Esquerdo de Curitiba” e Miss Preta, deputada estadual recém-eleita, jovem e negra, com habilidade para fazer a disputa das redes.


A mensagem de Miss Preta é de que, mais do que influencers, esta eleição “é da militância de base”. A atual vereadora de Pinhais convoca as pessoas a fazerem suas postagens e suas próprias ações, num quadro de multiplicidade.


Frigo e Andri também fecham nessa ideia, de que as pessoas têm que se expressar, vincular a campanha com suas “dores” e com o risco de vitória de Bolsonaro e do neofascismo.


A plenária constatou crescimento do interesse pelas páginas da esquerda e também que há pessoas querendo contribuir com a campanha neste momento. A página Lado Esquerdo de Curitiba afirma, por exemplo, que, dois dias depois das eleições, cresceu em 23 mil seguidores.


Em comum, a necessidade de diálogo com a população, de ânimo e criatividade, de alinhamento com o calendário nacional, ao mesmo tempo em que todas as pessoas estão convocadas a desenvolver suas próprias agendas. Sobretudo, a recomendação é alertar sobre o perigo representado pela candidatura do PL para os direitos da população.

 
 
 

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