Emancipa: Mais que um cursinho, um movimento de educação popular
- Pedro Carrano
- 19 de fev.
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Atualizado: 20 de fev.
por Pedro Carrano

Entre as diferentes experiências de cursinhos pré-vestibulares e cursinhos populares nos bairros periféricos, em Curitiba, uma ação se consolida com o tempo e aposta na Educação Popular como principal ferramenta: a Rede Emancipa, presente em 40 cidades de 8 estados brasileiros, nas cinco regiões do país.
“A gente se caracteriza assim, como movimento social de Educação Popular. Porque a gente entende que o nosso processo de construção, de luta e organização, passa por construir esses espaços de formação crítica nas periferias e nos territórios”, afirma Wesley Guaraci, um dos coordenadores do cursinho.
Na capital paranaense, a Rede Emancipa atua nos cursinhos na associação de moradores 23 de Agosto, no chamado Osternack, no bairro Sítio Cercado, e na associação Moradias Sabará, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Em comum, o fato de serem gratuitos, com almoço comunitário e lanches, buscando o envolvimento e a organização dos estudantes.
Fora da lógica mercantil
Guaracy compara que os pré-vestibulares, ou a maioria deles, não apresentam educação enquanto um direito e sim enquanto mercadoria, “vendendo vagas para universidades públicas”, critica, o que gera,na sua avaliação, um processo de segregação. No mesmo sentido, as experiências vinculadas a ONGs ou entidades filantrópicas, de acordo com ele, não criam uma reflexão estrutural, tampouco preparam o estudante para a a permanência na Universidade.
“Os cursinhos de ONG encaram a Educação Pública como um grande problema, tentam dar todas as disciplinas do Ensino Médio para você em um ou dois anos entrar na universidade, o que é entender o sintoma e nunca a raiz do problema. O nosso debate é o do vestibular existir enquanto uma ferramenta de exclusão”, aponta. E completa:
“Chamamos o cursinho de pré-universitário, para os alunos acessarem também conteúdos de luta – preparar para uma universidade e para uma vida universitária, partir do tripé que aponta como ensino-pesquisa-extensão, a partir da realidade do território”, define.
A experiência também utiliza oficinas, socialização de conhecimento a partir do território e, sobretudo, momentos de convivência que fazem parte da Educação Popular. “Buscamos criar relações de comunidade, e trocar também sobre situações mais cotidianas, como as enchentes, tentar se relacionar, para socializar esse momento, o que é parte da Educação”, finaliza.
Serviço:
Para inscrições: Estudantes - Rede Emancipa




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