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FAEP aciona MP e TCU contra reajuste e falhas de energia da Copel

por Redação Vigília


A qualidade do fornecimento de energia elétrica da Copel e o reajuste de 20,51% na tarifa, em vigor desde 24 de junho, passaram a ser alvo de representações apresentadas pelo Sistema FAEP ao Ministério Público do Paraná (MPPR) e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU).


Crédito: Foto: Ascom Copel
Crédito: Foto: Ascom Copel

A entidade sustenta que produtores rurais vêm acumulando prejuízos provocados por interrupções e oscilações frequentes no fornecimento de energia. Na avaliação da FAEP, o aumento da tarifa não é compatível com o serviço prestado, especialmente nas áreas rurais.

Na representação encaminhada ao MPPR, o Sistema FAEP solicita a instauração de um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na distribuição de energia elétrica no campo.


O documento aponta problemas como quedas constantes no abastecimento, oscilações de tensão, demora no restabelecimento da energia e os impactos econômicos enfrentados pelos produtores. A entidade também requer que o Ministério Público solicite informações técnicas à Copel para verificar se a concessionária atende aos padrões exigidos de qualidade.


Segundo o presidente da FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, sindicatos rurais de diversas regiões do Paraná relatam, há anos, perdas causadas pela instabilidade da rede elétrica.

Entre os casos citados pela entidade está o de um piscicultor de Tupãssi, no Oeste do Paraná, que perdeu aproximadamente 900 mil quilos de tilápia após oscilações de energia danificarem os aeradores responsáveis pela oxigenação dos tanques. O prejuízo estimado chegou a R$ 9 milhões.


Outro episódio ocorreu em março, em São Miguel do Iguaçu, onde uma interrupção no fornecimento comprometeu o sistema de climatização de um aviário. De acordo com a FAEP, cerca de 20 mil frangos morreram, provocando perdas estimadas em R$ 150 mil.

Em outra frente, a entidade protocolou representação no Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pedindo a análise da revisão tarifária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


O objetivo é verificar se os investimentos considerados para justificar o reajuste refletem, de fato, a qualidade dos serviços prestados aos consumidores do Paraná.


A FAEP afirma que já havia manifestado preocupação com o tema durante audiências públicas promovidas pela Aneel, em Curitiba, e pelo Senado Federal, defendendo que melhorias na infraestrutura elétrica precedessem qualquer aumento nas tarifas.


A entidade destaca ainda que atividades como avicultura, piscicultura e outras cadeias do agronegócio dependem de um fornecimento contínuo e estável de energia para operar sistemas de ventilação, climatização, alimentação automatizada, bombeamento de água e conservação da produção.


Ao justificar os pedidos de investigação, o Sistema FAEP também menciona que a Copel registrou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025 e argumenta que parte desses recursos deveria ser direcionada ao fortalecimento da rede elétrica que atende as propriedades rurais.

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