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Jogo de cartas

A política no Paraná não é uma disputa de ideias; é uma transferência de patrimônio entre amigos


Lea Oksenberg


O anúncio de ontem foi o ponto final de um roteiro escrito a portas fechadas. Ao bater o martelo em Sandro Alex, Ratinho Junior não escolheu um sucessor; escolheu quem vai abrir a porteira e entregar a chave do Paraná nas mãos de Sergio Moro. É a ironia completa: o homem que cuidava das estradas agora é quem garante que o ex-juiz chegue ao Palácio Iguaçu sem encontrar um único buraco pelo caminho.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Enquanto isso, o Alexandre Curi — que herdou todo o jeito político do avô Aníbal — é despachado para o Senado. O "queridinho" dos prefeitos sai da frente para não estragar o acerto. É o xeque-mate: eles garantem as cadeiras em Brasília, mantêm o controle em Curitiba e o povo que se vire com esse pacote pronto. É o estado sendo tratado como se fosse uma empresa particular deles, onde as peças só se movem para ninguém perder o poder.


O descaramento agora é tanto que essa "gentileza" de gabinete vira um tapa na cara da gente. O eleitor é só um figurante que esqueceram de avisar que a peça já acabou.


Brasil

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Brasil - Cazuza

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