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Lembram da Gertrusmene? Pois ela conseguiu o maquinário para produção de sabonetes

Atualizado: 20 de fev.

A haitiana deixou a profissão de auxiliar de enfermagem e passou a fazer parte da rotina de uma área de ocupação. Foto: Pedro Carrano
A haitiana deixou a profissão de auxiliar de enfermagem e passou a fazer parte da rotina de uma área de ocupação. Foto: Pedro Carrano

por Pedro Carrano


Vocês devem se recordar da história de Gertrusmene Niclasse, haitiana de 35 anos que mora na rua 7 na ocupação Vila União, localizada no bairro Tatuquara, quase na divisa com a cidade de Araucária, com o rio Barigui, com o fim – e o início – das possibilidades de uma cidade.


Sua história repercutiu na mídia da capital paranaense por conta de um maquinário para fabricação de sabonetes que estava retido no porto de Paranaguá.


Importado da China, o equipamento demandava um alto pagamento de impostos. Para retirar os equipamentos, o preço girava em torno de 21 mil reais, o que desesperou essa trabalhadora imigrante. 


Niclasse, então, lançou uma verdadeira campanha, que envolveu o apoio de parlamentares, caso de Renato Freitas (PT) e Goura (PDT), entre outros, até divulgação por meio de Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT) e Irmãs Vicentinas, que atuam no trabalho social da Vila União.


O valor arrecadado com a sociedade civil não havia sido suficiente, mas Niclasse conta que a campanha foi um impulso moral importante. Agora, ela conta com um sócio haitiano, o que permitiu começar a produzir cerca de 1000 sabonetes com essência medicinal. "Graças ao movimento popular, que me deu apoio, enquanto muita gente me questionava para que fazer aquilo", rememora.


História de superação


Há sete anos, Gertrusmene, o marido e o filho, Douglas, deixaram a capital do Haiti, Porto Príncipe, e encararam a imigração. A haitiana deixou a profissão de auxiliar de enfermagem e passou a fazer parte da rotina de uma área de ocupação.


Neste momento, ela quer contribuir com a comunidade periférica contratando trabalhadoras e eventualmente entregando os sabonetes para vendedoras locais. As essências de manga, cenoura e mamão que a produtora apresenta estão em embalagens próprias desse empreendimento popular - escritas em português e em francês.


“Só posso agradecer, o primeiro sabonete vou entregar para a comunidade, não vou nem vender”, conta essa auxiliar de enfermagem, sorridente com as novidades.


Para quem quiser adquirir a especiaria, a preço melhor que o das grandes redes do segmento, basta entrar em contato com o seu número: (41) 99134 3497.


As essências de manga, cenoura e mamão que a produtora apresenta estão em embalagens próprias desse empreendimento popular. Foto: Pedro Carrano
As essências de manga, cenoura e mamão que a produtora apresenta estão em embalagens próprias desse empreendimento popular. Foto: Pedro Carrano

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