Lemos critica pedágio eletrônico e cobrança em rodovias inacabadas no Paraná
- Vigília Comunica

- 24 de fev.
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“Existem casos em que moradores precisam percorrer quilômetros extras para acessar escolas”
por Vigília Comunica

O deputado estadual Professor Lemos (PT) criticou, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no dia 23, a implantação dos novos pedágios eletrônicos em rodovias do estado. O parlamentar aponta que a cobrança começou antes da conclusão das obras e amplia prejuízos à população, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste.
De acordo com o deputado, concessionárias iniciaram a cobrança em trechos das rodovias BR-163 e PR-280 mesmo com problemas estruturais e duplicações inacabadas. Ele afirmou que o modelo adotado extrapola contratos já considerados prejudiciais aos usuários.
“O que não dá é cobrar pedágio sem oferecer os serviços necessários”, declarou. Para Lemos, a situação representa um desrespeito aos motoristas e às comunidades afetadas pelas mudanças no tráfego e pelos bloqueios de acessos locais.
O parlamentar relatou dificuldades enfrentadas por moradores de municípios como Santa Lúcia, Lindoeste e Realeza, onde retornos foram fechados e trajetos cotidianos passaram a exigir longos desvios por estradas de chão. “Existem casos em que moradores precisam percorrer quilômetros extras para acessar escolas, igrejas, comércio e serviços básicos, isso está errado”, alertou.
Outro ponto destacado foi o impacto direto sobre trabalhadores. Professores e funcionários públicos que atuam em distritos rurais, segundo ele, terão de pagar pedágio diariamente para se deslocar dentro do próprio município. Há preocupação também com a falta de clareza sobre a forma de cobrança no sistema eletrônico.
Impacto negativo
Durante o discurso, Lemos lembrou que ele e a bancada do Partido dos Trabalhadores votaram contra o projeto de lei que renovou as concessões rodoviárias no Paraná. Segundo o deputado, a autorização para integrar rodovias estaduais às federais permitiu a instalação das novas praças de pedágio em regiões onde antes não seria possível cobrar tarifa.
“O pedágio está sendo implantado em todo o estado e precisamos reduzir esse impacto negativo. No mínimo, as concessionárias precisam respeitar o que foi contratado”, afirmou.
O deputado também informou que encaminhou reclamações ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao governo federal, além de apoiar iniciativas parlamentares para questionar o modelo adotado.
O sistema apresentado como “free flow”, para o deputado, não corresponde à promessa feita à população. Segundo ele, a cobrança ocorre com tarifa cheia independentemente da distância percorrida, o que classificou como injusto para os paranaenses.




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