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Mais uma vez, áreas periféricas são impactadas pela chuva em Curitiba

há 5 horas
3 min de leitura

Andréia de Lima, liderança do Parolin, que assume em breve vaga na Câmara de Vereadores, afirma: "Se necessário, vamos pegar lixo e água e mostrar o que entra na casa da gente"


por Pedro Carrano


Rua Carolina Castelli, no bolsão Formosa, novamente impactada apesar de denúncias, estudos e mapeamentos entregues à Prefeitura. Foto: Reprodução
Rua Carolina Castelli, no bolsão Formosa, novamente impactada apesar de denúncias, estudos e mapeamentos entregues à Prefeitura. Foto: Reprodução

Diversas áreas de ocupação, comunidades e bairros periféricos foram gravemente atingidos durante a chuva de sábado, 24. E isso não é uma novidade.


Vilas como Bolsão Formosa e Candinha, no Novo Mundo, Parolin, 4 de Novembro, no Uberaba, Pontarolla, no Tatuquara, e Fazendinha, no Campina do Siqueira viveram a mesma situação, deixando moradores ilhados.


Essas duas últimas áreas estão para ser realocadas em breve, no entanto vivem os prejuízos próprios das cheias. Ao lado delas também, está a área Independência, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). E relatos que chegam também de Araucária, em vilas como a Israelense.


Rio Barigui


Em áreas como a Pontarolla, na extrema periferia de Curitiba, na reserva do Bugio, no bairro Tatuquara, o rio Barigui chegou a entrar nas casas.


Uma das moradoras, Ariadne, mãe de quatro filhos, afirma que “Tem mais gente e mais moradores que estão com a água batendo na canela, o povo está ilhado lá atrás, o povo está fazendo o que pode, tirando os carros para não estragar”, afirma.


Moradores acionaram a administração regional do Tatuquara para auxiliar as famílias.


Novo Mundo, apesar de mapeamento


No Bolsão Formosa, no bairro Novo Mundo, novamente alagou a rua Carolina Castelli, que já foi objeto de mapeamento e estudo apresentado a parlamentares e Prefeitura.


Ocupação Fazendinha, no bairro Campina do Siqueira, inundou na frente da casa dos moradores, que ficaram ilhados. A comunidade está para ser realocada. Foto: Reprodução
Ocupação Fazendinha, no bairro Campina do Siqueira, inundou na frente da casa dos moradores, que ficaram ilhados. A comunidade está para ser realocada. Foto: Reprodução

Canal Extravasor e impacto no Parolin


Em frente ao canal Extravasor que passa pelos rios Vila Guaíra e Pinheirinho, além dos córregos Santa Bernadethe, Henry Ford e Curtume, de novo houve cheias que afetaram moradores dos bairros Lindoia, Fanny, Guaíra e Parolin, em que pese oito anos de obras na região, como denuncia a liderança Andréia de Lima.


Andréia de Lima está para assumir o posto de vereadora pelo PT em breve, e já aponta que as políticas públicas contra as enchentes serão a sua principal bandeira.


Cansada de protestar e denunciar a inoperância do poder público, Andréia afirma que quer contar com moradores e movimentos de diferentes áreas para esta luta:


“Vou chamar os moradores que vivem essa realidade para que a gente mostre mesmo. Eu falei que nós iríamos nos unir, levar água da enchente na casa do prefeito na época, e Greca nunca mais aceitou uma agenda… Agora, temos que pensar numa medida efetiva de pressão”, aponta.

Em meio a uma caminhada de protestos e lutas, Andréia conta para a reportagem da Vigília Comunica que chegou a recorrer à ONU. No próximo período, ela quer, como vereadora, unir comunidades, universidade, sindicatos como o de engenheiros (Senge), preocupada com o aprofundamento da crise climática, resultado do atual modo de produção, e do El Niño.


“Numa agenda, fiz essa denúncia para a ONU num evento de justiça climática, a ONU cobrou o Ministério Público, que cobrasse a Prefeitura. A Defensoria está com a gente, uma próxima reunião será em breve, início de novembro, e estamos buscando parcerias com o Senge, universidade", aponta.


Imagem da ocupação 4 de Novembro, no bairro Uberaba. Famílias impactadas pelo acúmulo de água. Foto: Reprodução.
Imagem da ocupação 4 de Novembro, no bairro Uberaba. Famílias impactadas pelo acúmulo de água. Foto: Reprodução.

Como certeza, Andréia de Lima aponta que não se pode naturalizar a situação. A Prefeitura tem o mapeamento do problema e precisa agir.


“Não vou me calar não, estou trabalhando com a realidade, se necessário, vou pegar lixo e água e mostrar o que entra na casa da gente. O Paraná é o segundo maior corredor de tornados, o que está acontecendo é só o princípio, temos que lidar com tudo isso", aponta.

Em frente ao canal Extravasor que passa pelos rios Vila Guaíra e Pinheirinho, além dos córregos Santa Bernadethe, Henry Ford e Curtume, de novo houve cheias que afetaram moradores. Foto: Reprodução
Em frente ao canal Extravasor que passa pelos rios Vila Guaíra e Pinheirinho, além dos córregos Santa Bernadethe, Henry Ford e Curtume, de novo houve cheias que afetaram moradores. Foto: Reprodução

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