top of page

Metalúrgicos da Volvo (PR) conquistaram 40 horas semanais ainda em 95

Sebastião Fagundes: “Vai ser possível não apenas as 40 horas, mas temos que chegar a 36 horas”. Foto: Pedro Carrano/frame de vídeo
Sebastião Fagundes: “Vai ser possível não apenas as 40 horas, mas temos que chegar a 36 horas”. Foto: Pedro Carrano/frame de vídeo

por Pedro Carrano


O tema da redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6 por 1 está na pauta do dia.


A escala de trabalho está diretamente ligada à jornada de trabalho constitucional de 44 horas, que muitas vezes é ultrapassada.


Conscientes de que a redução para 40 horas significaria preservar o sábado, mantendo 8 horas de trabalho diárias, os metalúrgicos da Volvo de Curitiba (PR) se lançaram nessa luta ainda na greve histórica de 1986.


Mais tarde, eles desenvolveram a construção da Comissão de Fábrica. Foram pioneiros na organização de uma Comissão independente, tornando-se, em 1995 uma das unidades fabris pioneiras em Curitiba e RMC a adotar a jornada de 40 horas.


“Para ter qualidade de vida, não basta apenas o salário, você precisa de lazer e de qualidade de vida, para nós trabalhadores, temos que ter o trabalho, nossa família e, junto com tudo isso, temos que ter dignidade. Sobra tempo para você estudar, conviver com os familiares”, afirma Sebastião Fagundes, o Tião, operário da Volvo e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba (SMC).

Desafios


A conquista da jornada de trabalho reduzida é fundamental, embora carregue a contradição de que o lado patronal busca compensar a redução aumentando a produtividade, o número de horas extras e o uso de ferramentas como o banco de horas.


No Paraná, mesmo com a conquista da jornada de trabalho semanal de 40 horas, não só na Volvo e nas cinco principais montadoras do Paraná, mas também em alguns outros casos específicos, nas regiões de Porto Alegre (RS) e Ponta Grossa (PR), ferramentas como o banco de horas e as horas extras figuram ao lado da PLR e de metas altas para os trabalhadores.


Nesse sentido, Tião concorda que há uma luta permanente a ser feita, buscando sempre a redução da jornada semanal:


“Essa é a nossa luta que não para por aqui. 40 horas ainda é muito, temos que alcançar 36 horas. Você tem que estar sempre vigilante, porque o patrão quer mais e mais, falando uma coisa chamada produtividade. Querem a empresa produtiva, não só a mão de obra, mas a saúde é ignorada pelos patrões, que querem jornada intermitente, 12 por 36, ou mesmo a escala 6 por 1. Não podemos aceitar algo nesse sentido”, afirma, durante audiência realizada na Assembleia Legislativa do Paraná sobre o fim da escala 6 por 1, em entrevista exclusiva à Vigília Comunica.




Comentários


bottom of page