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Moradia digna é o maior sonho dos moradores de comunidades brasileiras


Uma casa melhor ocupa o primeiro lugar entre os desejos da população de periferias no Brasil, aponta a pesquisa Sonhos da Favela 2026. O dado reafirma a centralidade da moradia, tema da Campanha da Fraternidade, da CNBB, deste ano.

Foto: Anja Schindler/Pixabay
Foto: Anja Schindler/Pixabay

“Ao projetarem o futuro da família para 2026, as aspirações estão profundamente ligadas à dignidade e ao bem-estar básico. O desejo por uma casa melhor lidera os planos (31%), seguido pela busca por uma saúde de qualidade (22%). O horizonte de ascensão também passa pela próxima geração: 12% dos respondentes colocam como meta prioritária a entrada dos filhos na universidade”, diz o texto de apresentação da pesquisa, realizada pelo Data-Favela, em parceria com o IBGE e a CUFA.


Prioridades e Infraestrutura

A pesquisa mapeia as aspirações e desafios diários nesses territórios, revelando uma busca constante por estabilidade:

* Finanças: 41% priorizam organizar a vida financeira, o que inclui limpar o nome (37%) e evitar novas dívidas (7%).

* Demandas Locais: Saneamento básico (26%), educação (22%) e saúde (20%) são as maiores carências apontadas para 2026.

* Conectividade: Metade dos moradores afirma ter internet de boa qualidade, exceto na região Sul, onde o índice cai para 39%.


Desigualdade e Segurança

Quanto às ações do poder público para mitigar a desigualdade racial, 40% dos entrevistados entendem que programas focados no mercado de trabalho para pessoas negras e ações afirmativas na educação (cotas) são fundamentais.


No quesito segurança, o cenário é de desconfiança:

* 6 em cada 10 entrevistados não confiam na polícia para proteção.

* Apenas 22% se sentem mais seguros com o policiamento local, enquanto 13% relatam medo e insegurança com a presença policial por perto.


Perspectivas de Futuro

Apesar das barreiras estruturais, a confiança é resiliente. 50% dos entrevistados acreditam plenamente que alcançarão seus objetivos. Para 64%, a principal chave para essa mudança é o acesso ao capital, aliado a uma disciplina rigorosa (12%).


O estudo conclui que, mesmo diante da histórica ausência de infraestrutura, o "corre" diário permanece como a tecnologia social que mantém esses territórios vivos e focados na ascensão social.


Veja a pesquisa na íntegra clicando aqui.

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