top of page

No Paraná, trabalhadores lotam Alep pelo fim da escala 6 por 1

por Pedro Carrano


Em audiência marcada pela unidade e diversidade do movimento sindical, com a presença das principais centrais, o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (PR) foi preenchido de trabalhadores e dirigentes reivindicando uma situação gritante: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6 por 1.


Apontou-se a necessidade de um Primeiro de Maio unificado, aprofundando os debates. Foto: Pedro Carrano
Apontou-se a necessidade de um Primeiro de Maio unificado, aprofundando os debates. Foto: Pedro Carrano

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Walkiria Olegária Mazeto, reivindicou que o impacto da jornada de trabalho extensa se dá sobre as mulheres trabalhadoras, que são protagonistas desse debate. Em que pese, como Walkiria criticou, a mesa de abertura do evento contar com homens na sua maioria.


“É a escola dos filhos que eu não consigo acompanhar. A consulta que está marcada no postinho de saúde e eu não consigo acompanhar. Que tenhamos um olhar especial às mulheres porque a nós é dada uma cobrança imensa de resultados”, afirmou, em fala efusiva e que agitou as fileiras da Assembleia.


Calendário decisivo


A audiência foi convocada pela Bancada de Oposição, formada pelos deputados Arilson Chiorato (PT), Luciana Rafagnin (PT), Professor Lemos (PT), Ana Júlia (PT), Renato Freitas (PT), Doutor Antenor (PT), Goura (PDT) e Maurício Requião (PDT).


O espaço contou a presença de outros parlamentares de municípios do Paraná, caso de Giorgia Prates (PT), Professora Angela (Psol), de Curitiba, e Miss Preta (PT), de Pinhais, entre vários outros. Principalmente, a maioria dos que estavam ali são sindicalistas e trabalhadores que têm visto o debate sobre a jornada e escala de trabalho se intensificar.


Não é possível nenhuma indiferença nesse assunto, que precisa ser modificado de forma urgente.


O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Márcio Kieller, falou da necessidade de um Primeiro de Maio unificado, aprofundando os debates, “contra a tentativa da patronal de enterrar o debate no Congresso ainda no primeiro semestre”, apontou.


Situação dos ramos e categorias


Estavam presentes trabalhadores de diferentes ramos, caso dos comerciários, metalúrgicos, produção de alimentos, entre vários outros. O tema da jornada excessiva está pegando em cada local de trabalho e para diferentes categorias.


Ernane Ferreira, da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná, aponta que a atual escala de trabalho não permite descanso ao trabalhador. “Trabalha de segunda a segunda, ‘diretão’, nós do sindicato conversamos na porta dos frigoríficos, na JBS e em outras empresas. Nós trabalhadores da alimentação temos que acabar com isso e ter o fim da escala 6 por 1”, convoca.


Estavam presentes trabalhadores de diferentes ramos, caso dos comerciários, metalúrgicos, produção de alimentos, entre vários outros. Foto: Pedro Carrano
Estavam presentes trabalhadores de diferentes ramos, caso dos comerciários, metalúrgicos, produção de alimentos, entre vários outros. Foto: Pedro Carrano

Comentários


bottom of page