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O que está acontecendo na vila Pantanal?

Atualizado: 17 de abr.

Ao final, a Cohab propôs, com ampla aprovação dos presentes, a formação de uma Comissão. Foto: Pedro Carrano
Ao final, a Cohab propôs, com ampla aprovação dos presentes, a formação de uma Comissão. Foto: Pedro Carrano


Há algumas semanas, um fato vem preocupando moradores de comunidades e lideranças populares.


A remoção de casas na histórica Vila Pantanal, no Alto Boqueirão, em Curitiba, ganhou veículos de mídia e as redes sociais. A cena do despejo e a situação das famílias despejadas trouxe grave preocupação para uma comunidade consolidada, com vários equipamentos públicos, centenas de moradores e um processo em vias de regularização.


Até o momento, quatro famílias que tiveram as casas destruídas em Área de Preservação Ambiental (APA) estão previstas para ter acesso ao auxílio aluguel. Outras se deslocaram para outras regiões.


A Pantanal é localizada na região da APA do Iguaçu, em região de importante reserva hídrica. A preocupação de entidades, associação de moradores, movimentos populares e mandatos é com a situação das demais famílias que estão à beira do rio, a menos de 30 metros como exige a legislação ambiental, e que precisam ser realocadas.


Conflito


A Prefeitura justifica a questão ambiental e também a proposta de construção de parques e praças na região onde houve as remoções. Aponta que a faixa que abrange as casas urbanizadas - resultado de realocações e obras da Cohab - também não serão retiradas. E a ideia é realizar um cadastramento e um plano de trabalho para debater a remoção das famílias que se encontram margeando o rio.


A partir de reunião convocada pela Cohab quinta-feira (16), na regional do Boqueirão, com presença da Diretora de Relações Comunitárias da Cohab, Meiri Morezzi e corpo técnico da companhia. Participaram também Elessandra Barbosa, presidente da associação de Moradores Vila Pantanal, a vereadora Giorgia Prates (Mandata Preta – PT), além de representação dos mandatos do deputado estadual Goura (PDT), do vereador Angelo Vanhoni (PT) e de institutos como o Instituto Democracia Popular (IDP).


“Todo despejo nos machuca e lamentamos ver a vila nessa situação. Mas estamos organizados enquanto associação e movimento FORT para ver o quanto antes um cadastro e dialogar com a Cohab sobre a possibilidade de inserir as famílias necessitadas à margem do rio em um programa de moradia. O que precisamos agora na vila é de união e organização”, afirma Elessandra Barbosa, presidente da associação e coordenadora da Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT).


“Questionamos a falta de aviso prévio por parte da Prefeitura nos despejos que aconteceram”, afirmou Giorgia Prates.


Elessandra Barbosa, por sua vez, reivindica que as futuras realocações sejam feitas considerando a condição de trabalho das pessoas, uma vez que o local de trabalho de carrinheiros fica no mesmo local de moradia.


Ao final, a Cohab propôs, com ampla aprovação das pessoas presentes, a formação de uma Comissão que envolva Cohab, mandatos parlamentares, moradores, associação de moradores, movimentos populares como a FORT para debater uma visita aos locais de risco, realização de mapeamento, ao lado da Universidade, e definição conjunta sobre o futuro das famílias.


E a ideia é realizar um cadastramento e um plano de trabalho para debater a remoção das famílias que se encontram margeando o rio. Foto: Pedro Carrano
E a ideia é realizar um cadastramento e um plano de trabalho para debater a remoção das famílias que se encontram margeando o rio. Foto: Pedro Carrano

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