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Organizações e mandatos fazem balanço sobre a mudança de secretário de Educação

Atualizado: 25 de fev.

por Pedro Carrano


A queda do secretário municipal de educação de Curitiba, Jean Pierre Neto, repercutiu no meio político. Entidades sindicais e mandatos vinham fazendo denúncias sobre a ausência de projeto de Educação no município. Ao lado disso, denúncias como a do cientista político Rafael Perich, da página Lado Esquerdo de Curitiba, sobre salários incompatíveis com os cargos na Secretaria, tiveram grande repercussão.


A direção do Sindicato Municipal dos Professores da rede municipal (Sismmac) avalia como um “ano perdido com gestão de Jean Pierre”, aponta Diana Abreu, presidente do sindicato municipal, criticando a diminuição significativa de profissionais na escola.


Já a vereadora Laís Leão, reconhecendo o papel das denúncias realizadas contra o antigo secretário municipal de Educação, Jean Pierre, reafirmou o papel das trabalhadoras da categoria na sua queda.


“Foram denúncias diversas, requerimentos e posicionamentos firmes no plenário apontando o que estava acontecendo dentro da Secretaria de Educação. Mas acima de tudo, a força da comunidade escolar foi a base para essa decisão! (…) A dedicação dessas professoras que vivem todo dia o chão das escolas, as professoras precisam de respeito todos os dias”, aponta a vereadora.


Problema estrutural

O problema não é resolvido com a saída do secretário, na medida em que a estrutura da gestão não é democrática, com problemas na precarização da carreira, na avaliação de Juliana Mildemberg, coordenadora-geral do Sindicato de Servidores Públicos de Curitiba (Sismuc).


“Estamos com uma gestão precarizada, uma gestão de não valorização. A saída não resolve o problema que está posto, precisamos falar sobre gestão democrática, valorização dos profissionais, sobre o piso de forma integral na tabela para os professores de educação infantil. São muitos os problemas”, aponta.


“Transparência ainda não entrou no currículo da secretaria. Professor precisa justificar atraso de cinco minutos. Trocar o secretário é fácil, difícil é trocar o jeito de governar. Vamos seguir acompanhando e fiscalizando, valorizar a educação não é trocar a foto, mas respeitar quem ensina todos os dias”, afirma professora Angela (Psol).


A vereadora Vanda de Assis (PT) segue a mesma linha de análise, apontando que a atual situação da secretaria responde a um projeto do governador Ratinho Jr e do prefeito Eduardo Pimentel. “Seguindo o modelo autoritário, o mesmo grupo político quer aprovar na Câmara de Curitiba a militarização das escolas municipais, colocando para dentro das escolas profissionais sem formação pedagógica”, aponta.

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