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Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros têm orgulho do país

Foto: Marcos Paulo Prado/Unsplash
Foto: Marcos Paulo Prado/Unsplash

Os que citam palavras positivas sobre o Brasil também falam em corrupção e violência


por Pedro Carrano


Chama a atenção no livro “O Brasil no espelho”, do jornalista Felipe Nunes, fundador da empresa de pesquisa Qaest, sobretudo em tempos de Carnaval, uma das nossas principais manifestações culturais, o fato de que a imensa maioria dos brasileiros têm orgulho do país.


O índice está na média mundial, de 64% que têm muito orgulho, superior até a países de economia desenvolvida como EUA e Suécia. A pesquisa ainda aponta que a grande maioria dos brasileiros, 85%, se diz orgulhosa do país, sendo que 64% afirmam ter “muito orgulho” e 21% “um pouco de orgulho”.


A região com menos orgulho se concentra no Sul, ao passo que o Norte e Nordeste apresenta 75% de pessoas orgulhosas com o Brasil.


Porém, de acordo com a pesquisa, 56% pensam em palavras negativas quando pensam no Brasil, ao passo que 44% lembram de palavras positivas.


A pesquisa busca traçar um quadro nacional, a partir de 10 mil entrevistas, sobre o perfil e a ideologia do brasileiro, sua relação com a família, com a política, com a religião e com determinados valores.


O texto é revelador dos desafios de uma política popular e de esquerda, a partir do atual estágio de consciência da classe trabalhadora e dos setores médios. Segurança pública, família, religião, e a dificuldade em absorver políticas públicas e compensatórias estão entre os principais traços atuais do brasileiro, que precisam ser compreendidos, suas raízes e motivações.


“Os envergonhados são mais focados nos problemas, usam palavras como “corrupção”, “violência”, “ruim”, “bagunça”. Os orgulhosos reconhecem os mesmos problemas, mas usam palavras como “esperança”, “ótimo” e “alegria”, além de “violência”, afirma o texto, na página 88.


A Vigília Comunica seguirá, nas próximas semanas, destacando dados importantes desse trabalho.


E o texto completa: “pessoas que falam em corrupção também falam em um país com potencial, com um povo guerreiro, enquanto os que citam palavras positivas também falam em corrupção e violência”, aponta o livro.

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