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Semifinais reúnem 4 campeões do mundo

Jovens craques dão a tônica do próximo ciclo do futebol mundial


por Pedro Carrano


Os jogos do final de semana na Copa do Mundo definiram as seleções que estarão nas semifinais da competição.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Será a terceira vez que quatro seleções campeãs chegam às semifinais. Os jogos serão França contra Espanha, Inglaterra contra Argentina.


E, de forma geral, pode-se dizer que desta vez não houve surpresas, trata-se hoje das quatro principais equipes do mundo, com os principais jogadores. O que não apaga as boas surpresas de times como Marrocos, Noruega, Cabo Verde, México, entre outros, que deixaram sua marca nesse campeonato.


Os últimos quatro jogos da Copa devem reunir jovens craques que certamente seguirão sendo notícia no próximo ciclo do futebol, caso de Mbappé, Doue, Dembélé, Olise, Jude Bellingham, Lamine Yamal, entre outros.


A novidade é que, filhos de trabalhadores migrantes, são jogadores mais posicionados nas questões da atualidade, no combate ao racismo, machismo e, por exemplo, o espanhol Yamal defende a bandeira Palestina.


Críticas contra a Argentina e a postura de Messi


O lado ruim da competição, além de acontecer nos EUA marcado pelo autoritarismo do governo de extrema direita, que controlou e pressionou jogadores de países como o Irã, o campeonato também tem vivido episódios e críticas por posturas racistas, sobretudo nos jogos da Argentina.


Messi, particularmente, tem sido muito criticado nas redes sociais por não usar sua voz contra a postura racista de muitos torcedores. Messi, assim como Cristiano Ronaldo e Neymar, realiza a última Copa do ciclo desses jogadores que encantaram, mas os três flertaram e não souberam dizer não à extrema-direita e se distanciar do neofacismo.


O jogo mais politizado: Inglaterra e Argentina


Por outro lado, em que pesem as críticas nas redes sociais, é fato que o jogo Argentina e Inglaterra contém um significado nitidamente anti-imperialista para a América Latina.


A Inglaterra, nos anos 80, no período neoliberal do governo Tatcher, invadiu e tomou as Ilhas Malvinas (Falkland Islands ), deixando um rastro de 649 soldados argentinos mortos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas.


Em 1986, já ao final da guerra, o jogo e a atuação histórica de Diego Maradona tiveram forte significado para o povo argentino. Agora, ainda que o técnico argentino Lionel Scaloni não queira “politizar” a partida, e ainda que a postura dos torcedores elitistas seja desprezível, não há como ignorar o significado anti-imperialista para o povo argentino da partida Inglaterra e Argentina.

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