top of page

As novas ameaças de Marco Rubio e a ofensiva da extrema-direita

Secretário dos EUA quer sufocar as organizações populares sob o pretexto de combater o “terrorismo” de esquerda


por Pedro Carrano


Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, é certamente uma das figuras mais influentes na ofensiva da Casa Branca contra os países da América Latina e do Oriente Médio.


Foto: Freepik
Foto: Freepik

No caso do nosso continente, Rubio — um rancoroso filho de cubanos que optaram por Miami e que propagandeia o anticomunismo a todo momento — agora aponta uma nova frente de combate: “o terrorismo político de extrema-esquerda”, como mostra reportagem do jornal mexicano La Jornada.


“Por tempo demais nossa doutrina contra o terrorismo teve um ponto cego: a violência extremista da esquerda política”, declarou Rubio em encontro com representantes de 60 países.


Depois de ter usado o suposto combate ao narcotráfico como pretexto para invadir a Venezuela e avançar na ingerência sobre outros estados; após denúncias de interferência em eleições recentes na América Latina, a mensagem do secretário estadunidense é nítida: combater as organizações populares e políticas sob a justificativa de combater o “terrorismo” — tanto no plano mundial, quanto para criminalizar os protestos no interior dos próprios EUA.


Nesse contexto, a atual ofensiva da extrema-direita se volta sobretudo contra Cuba; nas políticas impostas contra a Venezuela após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores; e na eleição de governos alinhados a esse espectro na Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Equador e, recentemente, no Peru e na Colômbia.


Diante desse cenário, a eleição no Brasil em outubro e a necessária vitória de Lula ganham contornos estratégicos.


Paralelamente, a esquerda no continente precisa se reconectar com as pautas populares, oferecer alternativas concretas ao tema da segurança pública, retomar a bandeira da unidade dos povos e fortalecer ferramentas alternativas ao imperialismo — como o bloco dos BRICS. Além disso, a soberania nacional e os projetos de desenvolvimento soberano devem estar na ordem do dia da agitação mais imediata.

Comentários


bottom of page