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Até o Copom reconhece baixo desemprego no Brasil

Prioridades do comitê seguem sendo a preocupação com um cenário internacional instável


por Pedro Carrano


Nesta semana, divulgação de ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, quando a taxa básica de juros foi reduzida em 0,25%, mantendo-se num dos patamares mais altos do mundo, revela que as prioridades do comitê seguem sendo a preocupação com um cenário internacional instável.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

E, sobretudo, com a manutenção da inflação no centro da meta, evitando desancoragem. Dando, com isso, garantia da convergência da inflação à meta. Mesmo num cenário internacional turbulento e instável, o conservador Copom reconhece o baixo desemprego no país, bem como elevação da renda média.


“O Comitê continua acompanhando detidamente o mercado de trabalho. A taxa de desemprego tem, recorrentemente, se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho”, afirma trecho da ata, divulgada nesta semana.  


Embora a redução da taxa de juros seja fundamental para a retomada do desenvolvimento da indústria, o aquecimento do crédito e da economia, não há força social nesta conjuntura para pressionar por isso. O Copom adota um tom de redução progressivo, mas ainda insuficiente. As organizações populares, por sua vez, que sempre pressionaram pela redução da taxa, não têm nesse momento essa bandeira como central. Mesmo o presidente Lula, que iniciou o mandato com forte crítica aos juros, não teve o respaldo necessário para pressionar ainda mais o BC.


O empresariado, por sua vez, em que pesem discursos pontuais, não têm vocação autônoma e independente para confrontar o capital financeiro, que lucra com a taxa no atual patamar. Uma passada pelas páginas de federações da indústria, caso da Firjan, Fiesp, Fiep, por exemplo, revelam que o tema sequer é mencionado.

 
 
 

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