top of page

Copel será o principal tema das eleições no Paraná, avalia presidente do PT

Quarta matéria da série "Copel no Escuro" aponta como Copel deve ser um tema presente nas eleições do Paraná


por Pedro Carrano


Na avaliação de Chiorato, há uma espécie de blindagem por parte das federações patronais, livrando o governo Ratinho de qualquer responsabilidade. Foto: Valdir Amaral
Na avaliação de Chiorato, há uma espécie de blindagem por parte das federações patronais, livrando o governo Ratinho de qualquer responsabilidade. Foto: Valdir Amaral

Arilson Chiorato, presidente estadual do PT do Paraná, tem propagandeado, a torto e a direito, os impactos da privatização da antiga empresa estatal para a população paranaense.


Ele chegou a rasgar, em plena audiência pública, uma resposta, ou falta de resposta, da empresa às áreas de moradia ameaçadas de despejo.


No mesmo sentido, tem denunciado também as falhas e interrupções nos serviços de energia que afetam pequenos e médios produtores no campo.


Por conta disso tudo, ou seja, do impacto real na vida do povo, Chiorato define que a Copel é dos principais temas das eleições desse ano no Paraná. Ou talvez o principal.


“Eu acho que vai ser o principal tema quando se discute o governo Ratinho Jr, por conta da qualidade que caiu de forma drástica, apagões com frequência, falta de quadros, redução da massa de trabalhadores, principal pauta da disputa administrativa”, resume.

O papel da denúncia da privatização de Ratinho Jr no período eleitoral, na avaliação do presidente petista, deve apontar que há caminhos para reverter o estrago já feito.


“Existe sim uma forma de reverter, qual é a forma de reverter? O Estado recomprar as ações, a partir de autorização da Assembleia, na bolsa, para tornar ela pública pela compra de ações”, aponta.

Por um lado, é fato reconhecido pelos especialistas e dirigentes entrevistados pela Vigília Comunica, nesta série "Copel no Escuro", que não houve um forte movimento popular e social em torno da reestatização da Copel.


Mas o problema não esteve apenas na organização da esquerda. Na avaliação de Chiorato, há uma espécie de blindagem por parte das federações patronais, livrando o governo Ratinho de qualquer responsabilidade - apesar da insatisfação com o atual estado de coisas e com a empresa.


“Por causa da pressão política do governo do Estado, eles não fazem o enfrentamento, há uma submissão política. O processo eleitoral, como vai ter mais de um candidato à oposição, os três vão explanar isso, mas nós, de forma mais contundente, temos mais poder de discussão sobre isso. A Fiep e a FAEP reconhecem o problema, mas acham que é questão de gestão, e não da decisão política de vender”, critica Chiorato.


De fato, o candidato pelo campo progressista, Requião Filho, posicionou-se neste ano no sentido de que hoje a Companhia Paranaense de Energia olha mais para os investidores internacionais que para o povo:


“A Copel traiu o povo do Paraná. Hoje, trabalha para dar lucro aos acionistas, não para desenvolver o Estado. É possível devolver a Copel aos paranaenses”, concluiu.

Comentários


bottom of page