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Derrota não é culpa individual, mas da estrutura do futebol brasileiro

O futebol brasileiro se esvaziou completamente para virar apenas uma mercadoria internacional


por Redação Vigília


Em mais um episódio frustrante, pela sexta Copa do Mundo consecutiva, o Brasil é derrotado por um time europeu, dessa vez nas oitavas de final.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

Seguimos sendo a nação com cinco títulos mundiais, temos jogadores individualmente nos clubes mais ricos, mas a impressão é de que os problemas são estruturais no futebol brasileiro. A derrota para a Noruega, por 2x1, não é culpa de Hendrick, Bruno Guimarães e mesmo de Neymar. Fato é que já não temos uma escola de futebol capaz de impor respeito.


O futebol brasileiro se esvaziou completamente para virar apenas uma mercadoria internacional, perdendo sua ligação com nossas raízes profundas. Começa da base, ou da falta de organização da base, mas mataram o que era o principal: o craque que surgia na várzea, nas periferias, construía minimamente um vínculo com um clube brasileiro, mantendo nossa forma de jogo e escola.


Hoje, ao contrário, na Europa desde cedo, os jogadores perdem o vínculo com nossa realidade. O discurso bolsonarista/neofascista também captura parte desses jogadores, nesse “patriotismo de vira latas” de quem na verdade usa a camisa amarela, mas não se identifica com o povo brasileiro e com nossa cultura.


A construção dos jogadores de hoje passa pelo marketing individual, bilionário, pela divulgação de padrões de vida consumistas e de práticas que estão prejudicando os trabalhadores, como é o caso dos bets.


Apenas um projeto de desenvolvimento nacional, soberano, popular de país tem condições de recriar uma CBF de acordo com os interesses do nosso povo, recuperando a nossa cultura e o papel de alegria que o futebol sempre cumpriu para os brasileiros

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