top of page

EDITORIAL | Luciano Huck e o cinto que os ricos querem bem apertado

por Redação Vigília


No contexto de choque entre os blocos EUA/Otan contra China, Rússia e Irã, no momento de uma crise que deve reordenar a geopolítica global, é fato que a elite neoliberal, no Brasil, na América Latina e no mundo, não está disposta a ceder um milímetro em direitos aos trabalhadores e ao povo.



A fala do apresentador de TV, Luciano Huck, questionando os programas sociais do governo Lula, repercutiu bastante. Há décadas, Huck se apresenta como uma suposta terceira via na política, porém é próximo de segmentos atrasados do empresariado – as frações importadoras, os setores neoliberais, e também frações ligadas à Faria Lima e ao capital financeiro.


Talvez isso explique a visão estreita de Huck sobre os programas sociais necessários para os trabalhadores de baixo assalariamento, para manutenção de famílias que não têm o básico. Por outro lado, o apresentador televisivo está acostumado a incentivar o “empreendedorismo” individual, a distribuir prêmios para as pessoas mais pobres – como uma casa vez ou outra para uma família periférica.


Mas não se atenta que as políticas públicas precisam de escala, alcançar uma totalidade de brasileiros e, tampouco a elite pensa nisso, elas injetam e dinamizam a economia a partir do Estado. Portanto, qual é o fantasma?


O fantasma é que a burguesia brasileira, em que pese ter frações e interesses divergentes, se unifica na retirada de direito dos trabalhadores. Não é à toa que não tem aceitado sequer a aprovação da escala 5 x 2; como não aceita políticas serenas para a população em situação de rua; como não aceita parlamentares oriundos da classe trabalhadora, combativos. Tampouco aceitam um governo como o de Lula, marcado por políticas sociais sem rupturas reformistas.


A elite brasileira, por assim dizer – como já nos haviam ensinado pensadores como Florestan Fernandes, Ruy Mauro Marini, Armando Boito –, não está dispostas a ceder. E, em última análise, se ajoelha diante do imperialismo dos EUA. Em meio à crise de produção e distribuição no Brasil e no mundo, fortes choques sociais devem acontecer.

Comentários


bottom of page