Por que buscam cassar o deputado estadual Renato Freitas?
- lazzarimlouize
- 8 de jun.
- 2 min de leitura
por Vigília Comunica
Nesse momento de crise econômica, política, ambiental, social e ética/moral no mundo de hoje, é fato que o neofascismo e a extrema direita ganham força, seja na Europa, nos EUA, na América Latina e no Brasil desde o ano de 2018.

Esse fato se traduz numa disputa para arrochar ainda mais os trabalhadores em busca de lucros. A classe dominante empreende uma batalha pelo orçamento do Estado, deixando o mínimo possível para os gastos sociais, mas mantendo seus privilégios via orçamento secreto, relação de verdadeiros sanguessugas com bancos públicos etc.
O que significa que a elite nacional – neoliberal, autoritária, racista e antipopular -, nesse jogo não está disposta a recuar nem um milímetro. Nisso, pensadores como Florestan Fernandes sempre tiveram razão.
Por isso, neste momento, vemos os ataques contra moradores em situação de rua e a tentativa de “limpeza” das capitais brasileiras. Vemos os empresários se insurgindo contra a jornada de trabalho 5x2 que garanta o sábado do trabalhador com sua família e descanso. E vemos reações nos parlamentos municipais, estaduais e nacional contra o espaço que candidaturas filhas dos trabalhadores e das periferias conquistaram.
O caso de Renato Freitas é exemplar nesse sentido. Entre 54 deputados na Assembleia Legislativa do Paraná, Freitas é o único parlamentar negro. E o que incomoda os demais parlamentares conservadores é justamente isso. Não os erros e acertos que todos nós - e Renato não é diferente – cometemos. Mas um representante das periferias, com apoio popular, dizendo verdades sobre a ação policial, sobre o Estado, sobre as políticas de exclusão, defendendo um povo organizado e disputando o poder torna-se, então, algo inaceitável.
A elite também opera nacionalmente e por patamar de ataque. A cassação de Renato não é aceitável, e certamente será usada em outros casos, buscando qualquer pretexto para retirar do parlamento – espaço elitista -, parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, a exemplo do que já tentado também contra o deputado federal Glauber Braga e contra a vereadora Professora Angela, ambos do Psol.
Por isso, é fundamental a resistência popular e de cada sindicato e organização em defesa do Mandato de Renato Freitas, o que é o próprio direito democrático ao nosso voto. Isso não significa concordar exatamente com tudo o que Renato defende, mas defender sim que o espaço de seu mandato é uma conquista da classe trabalhadora.
Temos que resistir com Renato e garantir a eleição de Lula em 2026. Para então avançarmos nas demandas populares, com a organização popular e exigir o que é dos trabalhadores de direito.




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