O futuro do cessar fogo: dá pra confiar nos EUA?
- lazzarimlouize
- 18 de jun.
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O memorando a ser assinado pelos governos do Irã e dos EUA aponta o comprometimento dos dois países em chegar a um acordo em 60 dias
O consórcio EUA e Israel sai dessa guerra abalado. Ambos não conseguiram seus objetivos. O Irã não só sobreviveu à guerra como se considera seu vencedor. Manteve capacidade militar. O povo segue unido sob o comando da Guarda Revolucionária Iraniana. E o país soube jogar politicamente com o Estreito de Ormuz, onde circula 20% do petróleo mundial. A intransigência de Trump e os bloqueios contra o país persa ameaçam a economia mundial e colocam em cheque a ação estadunidense.

Com isso, a assinatura do cessar fogo se coloca com vantagem para o país islâmico, mas recheada de dúvidas. Afinal, é possível confiar em Trump, no histórico imperialista dos EUA?
Fundos e ativos serão desbloqueados, a navegação marítima iraniana também, o Irã exige respeito à sua soberania. E se propôs ao que sempre se comprometeu: não desenvolver armas nucleares. No entanto, reivindica sua autonomia e não vai abandonar o programa de enriquecimento de urânio. Aí reside um dos problemas.
O outro se chama Israel. O Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo em vigor no Líbano por ao menos 84 vezes recentemente. Lembrando que o cessar fogo na Palestina não foi respeitado, gerando ainda centenas de mortos por parte de Israel, com cumplicidade do consórcio com Trump – ainda que as divergências agora se acirrem cada vez mais. Trump não está conseguindo segurar Netanyahu.
Soma-se a isso o fato de que o neofascismo e a extrema-direita não são minimamente confiáveis. Junto às redes sociais e à opinião pública jogam sempre um duplo discurso. Buscam confundir. Falam aos trabalhadores retirando direitos da classe trabalhadora. Falam em nação destruindo ainda mais a nação.
Em meio a tantas indefinições, a preparação e resistência do Irã são fundamentais e um fato histórico sem precedentes. O imperialismo dos EUA, tão acostumado a, nesses trinta anos, inventar falsos pretextos para destruir Iraque, Afeganistão, Líbía, Síria, entre outros países, enfrentou um adversário que lhe provocou uma derrota, que deve certamente marcar um momento importante para a geopolítica mundial. Sim, saudamos a importância da resistência iraniana.




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