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Diretores da PF colocam cargos à disposição após afastamento de Andrei Rodrigues por Mendonça

há 5 horas
2 min de leitura

Onze dirigentes da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição do diretor-geral interino e também defenderam o diretor de Inteligência, Leandro Almada


por Adi Spezia


Onze diretores da Polícia Federal divulgaram terça-feira (8) uma manifestação pública em defesa do diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Os dois foram afastados preventivamente de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Na manifestação, os dirigentes afirmam que os afastamentos ocorreram em meio a ataques que consideram injustificados contra a Polícia Federal. O grupo também declarou apoio à atuação profissional de Rodrigues, destacando sua trajetória à frente da instituição e sua conduta técnica e responsável.


Os diretores também criticaram o que classificaram como narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais. Segundo eles, esse tipo de discurso não deve se sobrepor à trajetória profissional dos integrantes da Polícia Federal nem à credibilidade construída pela instituição ao longo de sua história.


Na nota, os dirigentes afirmaram ainda que cabe à direção da PF defender a instituição diante de tentativas de interferência em suas atribuições. O grupo ressaltou que a Polícia Federal deve permanecer voltada ao interesse público, à promoção da Justiça e à defesa do Estado Democrático de Direito.


Os signatários rejeitaram acusações de que Rodrigues, Almada ou a própria Polícia Federal tenham adotado uma atuação incompatível com os princípios republicanos. Para demonstrar apoio aos dois dirigentes, os diretores colocaram seus próprios cargos à disposição de William Marcel Murad, que ocupa interinamente a direção-geral da instituição.


Decisão de André Mendonça


Também na terça-feira (8), a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão liminar de André Mendonça que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.


O julgamento, no entanto, não foi concluído. O ministro Gilmar Mendes pediu vista logo no início da sessão extraordinária, realizada a partir das 10h, interrompendo a análise do caso. Com isso, a decisão provisória de Mendonça permanece em vigor.


Antes da interrupção, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos e acompanharam o entendimento de Mendonça. Com o voto do próprio relator, formou-se maioria de três dos cinco integrantes da Segunda Turma para manter o afastamento.

Além de Mendonça, Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes, a Segunda Turma é composta pelo ministro Dias Toffoli.


A sessão extraordinária foi convocada após Mendonça determinar o afastamento de Rodrigues e Almada. A decisão foi tomada em resposta a um pedido apresentado pelo partido Novo.


AGU contesta afastamento de Andrei Rodrigues


A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, contra o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O pedido foi apresentado terça-feira (8) e busca suspender a decisão do ministro André Mendonça.


Na ação, por meio de uma Suspensão de Liminar, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva questiona um dos fundamentos utilizados por Mendonça para determinar o afastamento. Segundo a AGU, os relatórios de inteligência mencionados na decisão já eram de conhecimento da Presidência do STF.

O argumento coloca em xeque a necessidade da medida cautelar e leva o embate diretamente à Presidência da Corte, em meio à crise envolvendo o comando da Polícia Federal.

 
 
 

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