Fim da escala 6 por 1 está cada vez mais perto!
- lazzarimlouize
- 23 de abr.
- 2 min de leitura
Giorgia Prates (PT) defende a redução da jornada. Direita defende visão patronal
por Redação Vigília
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no Brasil.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1).
De acordo com o site da Câmara Federal, os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois pelo Plenário.
As duas propostas ganharam força com o movimento "Vida Além do Trabalho", que busca o fim da escala 6x1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. Foi tema de plebiscito popular em 2025, organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. E agora o assunto está diariamente na mídia.
Hoje, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais. Com isso, o fim da escala 6 por 1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas significa a possibilidade de o trabalhador dedicar o sábado ao lazer.
Direita alinhada com a classe patronal
Durante o debate na CCJ, o deputado Reginaldo Lopes, autor da PEC 221/19, definiu a atual escala 6x1 como "escravidão moderna" que prejudica a saúde de 31,7 milhões de trabalhadores. Ele argumentou que a mudança na jornada aumentará a produtividade e a formalização do emprego, combatendo o estresse que afasta do trabalho 500 mil pessoas por ano e sobrecarrega a Previdência Social.
Já os deputados Kim Kataguiri (MISSÃO-SP), Fausto Pinato (PP-SP), dentre outros se manifestaram contra as PECs, argumentando que a medida é “eleitoreira” e não resolve o problema dos trabalhadores.
Em Curitiba, o mandato da vereadora Giorgia Prates (PT) saudou a aprovação da PEC na CCJ. “Isso não caiu do céu. É uma conquista do povo, é a pressão de quem trabalha todo dia. Uma comissão especial vai ser criada para analisar a proposta, ou seja, a luta continua e agora a pressão tem que ser ainda maior”, afirmou nas suas redes sociais.
Já a vereadora Indiara Barbosa (Novo) reagiu contra a mudança, invocando um improvável aumento de impostos e até queda do PIB brasileiro. De acordo com o Dieese, está comprovado que a redução da jornada de trabalho contribui para a geração de empregos e aumento da produtividade.
“Quando o trabalho fica mais caro, as empresas produzem menos, contratam menos e às vezes demitem. O fim da escala 6 por 1 pode derrubar o PIB do Brasil em até 0,82%”, afirmou a vereadora nas redes sociais.
Fonte: Agência Câmara de Notícias




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