O Blindado da vez
- lazzarimlouize
- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Como os bancos e os jornalões escondem a sujeira dos poderosos
Por Lea Oksenberg
Sabe aquela história de que "quem não deve, não teme"? Vimos gente digna provar sua inocência e recusar a tornozeleira dizendo: "Não aceito, não sou pombo-correio". É a cabeça no travesseiro com a consciência limpa. Mas, no Brasil do andar de cima, a régua é outra. Hoje, o Banco Master protagoniza uma trama de corrupção sistêmica enquanto a grande imprensa e os jornalões mantêm um silêncio cúmplice. É o blindado da vez.

Enquanto a justiça de Curitiba, sob a batuta de Sérgio Moro, montava espetáculos midiáticos para perseguir quem defendia o povo, agora que o esquema envolve cifras bilionárias, a mordaça é geral. Esse banco, que cresceu do nada nos corredores do poder, chega ao extremo de instrumentalizar a fé alheia para camuflar o rastro do dinheiro. É uma profanação: usam a esperança das pessoas e o peso do capital como escudo para a própria impunidade.
Esse povo do andar de cima, que se julga proprietário do Brasil, é o mesmo que financiou ataques à nossa democracia e agora se esconde sob o corte impecável de ternos caros.
Para o pobre, a lei é o rigor do aço e a polícia na porta; para o banqueiro sócio do sistema, a lei é um café nos bastidores. A grande mídia, que deveria ser o cão de guarda da sociedade, virou o segurança particular do cofre.
O que assistimos não é apenas um crime financeiro, é um sequestro da verdade. O sistema não está quebrado; ele funciona exatamente como foi projetado: para blindar o bolso do patrão e sufocar a voz de quem exige justiça. No fim das contas, a pergunta que fica não é "quando a justiça virá", mas sim: quem pagou pelo silêncio dela?
A burguesia fede A burguesia quer ficar rica Enquanto houver burguesia Não vai haver poesia — Cazuza




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