OPINIÃO I Jose Egido: "O petróleo venezuelano serve aos EUA para subverter o bloco dos BRICS"
- Pedro Carrano
- há 5 dias
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por Jose Antonio Egido, analista internacional, exclusivo para a Vigília Comunica

A supervisão e evidente coordenação entre o Departamento de Estado norte-americano, dirigido pelo extremista Marco Rubio, e o governo venezuelano alcança uma nova fronteira no caso “Índia”.
Os EUA tentam condicionar a presença da Índia no bloco dos BRICS, criado para conter o hegemonismo estadunidense. Washington utiliza a pressão econômica e apoia um governo de linha pró-estadunidense e pró-israelense do primeiro-ministro Narendra Modi, do partido de direita e nacionalista Bharatiya Janata Party (BJP).
Já em 2019, a Índia deixou de comprar petróleo iraniano em resposta às sanções norte-americanas contra o Irã. Desde 2022, a Índia se tornou o principal comprador de petróleo russo com desconto de preço transportado por via marítima.
Em agosto de 2025, Trump impôs à Índia tarifas provocativas de 50% às suas exportações para os EUA para que deixasse de comprar petróleo russo. O governo indiano reduziu sua compra de petróleo russo. A Índia comprava petróleo venezuelano até que deixou de fazê-lo em 2025 pela mesma pressão dos EUA.
Trump declara em 31 de janeiro, após assumir o controle da Venezuela, que Caracas venderá petróleo venezuelano à Índia. Trump busca dessa forma enfraquecer a aliança da Índia com os outros países membros dos BRICS e, além disso, apropriar-se dos recursos que a Índia pagará pelo petróleo venezuelano.
É público que esses recursos não chegam ao Estado venezuelano, mas sim a contas em Nova York do Departamento do Tesouro do regime trumpista, com enriquecimento pessoal dos altos dirigentes desse regime, apesar das proclamações “anticorrupção” do secretário Rubio.
A subordinação do governo da Venezuela ao imperialismo norte-americano é tão chamativa que é o secretário de Estado Rubio quem informa publicamente que a presidente Delcy Rodríguez viajará à Índia antes mesmo de ele o fazer.
*Sociólogo, politólogo e antropólogo, presidente da Associação Cultural Voltar a Marx.




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