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Qual é o balanço do primeiro turno na Colômbia?

“O presente é de luta, e os setores democráticos, progressistas e de esquerda ainda não foram derrotados”


Por Juan Pablo Tapiro*, exclusivo para Vigília Comunica


As eleições presidenciais da Colômbia foram disputadas hoje, 31 de maio de 2026, entre dois grandes blocos.


Foto: Freepik.
Foto: Freepik.

O primeiro, que aponta à continuação do atual governo progressista, é representado pelo candidato Iván Cepeda Castro e Aída Quilcué Vivas.

O segundo bloco, que pretende o retorno dos setores de ultradireita ao governo, apresentou duas candidaturas: de um lado Abelardo de la Espriella, que se apresenta como a alternativa mais radical, com manifestações classistas, racistas, misóginas e homofóbicas; de outro, Paloma Valencia, que se apresentou como uma opção mais moderada e que conseguiu cooptar temporariamente setores do chamado centro político.

Segundo o boletim número 30, com 99,87% das mesas apuradas, o resultado do primeiro turno foi de 43,73% para De la Espriella e 40, 91% para Iván Cepeda Castro. Já Paloma Valencia obteve apenas 6,92% dos votos.

O segundo turno será realizado no domingo, 21 de junho, daqui a três semanas, e será um momento definitivo para o futuro imediato da Colômbia, entre a continuidade e o aprofundamento da construção da paz com justiça social, democracia e soberania, ou o retorno a um governo neoliberal e contrainsurgente, que incorpora o uribismo de forma ainda mais radicalizada e vulgar, renovando-o de forma mais reacionária.


A Colômbia tem estado cada vez mais polarizada na última década. No entanto, já não é mais a mesma Colômbia do início do século 21. O presente é de luta, e os setores democráticos, progressistas e de esquerda ainda não foram derrotados. A disputa permanece em aberto.


*Professor da Faculdade de Serviço Social da UERJ

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