Que líder sou eu?
por Léa Oksenberg
Que tipo de líder sou eu, afinal, que insisto na audácia de garantir teto, dignidade e futuro? Que mania é essa minha de ver a moradia popular se concretizar com o Minha Casa, Minha Vida, de garantir o gás de cozinha no fogão de quem mais precisa com o Vale-Gás, e de abrir as portas do futuro para a juventude através do Pé-de-Meia, do ProUni e da expansão das nossas universidades?

Dizem que a política exige um pragmatismo frio, mas vejam só o meu “defeito”: eu prefiro cuidar do povo e plantar a esperança de um país que ainda pode ser muito mais legal, em vez de entregar tudo ao salve-se quem puder. Porque, se depender da turma de lá, o programa é um verdadeiro retrocesso. Que líder seria eu se apoiasse acabar com o Pix? Se aplaudisse soltar o Vorcaro e a turma dos golpistas, liberar o Tigrinho para viciar a esperança alheia ou manter a exaustiva escala 6x1?
Que tipo de governante rasgaria o mapa para queimar nossas florestas, entregar terras raras aos EUA, privatizar nossas praias e aparelhar a justiça para destruir a democracia? Se para eles o projeto é governar contra o povo, livrar a cara de golpista e deixar absolutamente nada para o cidadão comum... então, que bom que sou esse “mau líder”.
Meu caro amigo, me abrace e me deixe ser assim. Pois por aqui a gente segue resistindo, construindo um futuro com dignidade, e esperando que essa crônica lembre a todos que o Brasil de verdade não está à venda.
Ideologia
Eu quero uma pra viver
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Ideologia - Cazuza e Frejat




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