Só o humor constrói
- lazzarimlouize
- há 6 dias
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Por Lea Oksenberg
Dizem que o humor não resolve problema de ninguém. E é verdade. Uma piada ou uma brincadeira não paga o boleto que venceu ontem, não encurta a saudade de quem está longe e não alivia a carga da escala de trabalho. Mas o humor faz algo que a seriedade absoluta não consegue: ele diminui o peso. Nunca o da balança, infelizmente! É a diferença entre carregar o mundo nas costas ou transformá-lo em uma bola de sabão - ele continua ali, mas agora flutua.

Engolir sapo, a gente sabe, é uma atividade física diária. Um exercício quase obrigatório. E tem sapo de todo tamanho e sem hora para chegar! Só que, se a gente engole o sapo a seco, ele vira pedra no estômago. O bom é quando a gente faz dele um banquete. Ao tratar a situação com aquela ironia fina, o coitado do sapo vira personagem de uma história que a gente vai contar depois, rindo da nossa própria desgraça. O humor é o que impede a realidade de nos sufocar; é o nosso kit de primeiros socorros para a saúde mental.
Como diria o cantor e compositor curitibano Careqa: "Só o humor constrói". E constrói mesmo. Constrói uma espécie de cantinho interno onde a gente se salva de cada fria simplesmente porque encontrou o ângulo ridículo daquela tragédia pessoal. O que era drama vira riso, que limpa o ambiente e nos devolve o fôlego.
No fim das contas, rir das enrascadas da vida não muda o mundo lá fora, mas muda o tamanho do barulho que ele faz aqui dentro. É o que permite a gente seguir em frente, com o juízo no lugar e, se bobear, com um sorriso largo ou um riso solto à espera do próximo sapo que aparecer no menu. Se a gente não rir do cardápio, acaba virando o prato principal.
É melhor ser alegre que ser triste.
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Samba Da Benção - Vinicius de Moraes




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