Trabalhadores vão às ruas pelo fim da escala 6x1
- Vigília Comunica

- 23 de mai.
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por Luis Lomba
Manifestações pelo fim da escala de trabalho 6x1 sem redução de salário acontecem no domingo (24) em todo o Brasil. Em Curitiba os trabalhadores vai se reunir na Praça João Cândido, a partir das 10h. “A manifestação vai sair da praça em direção a um shopping que tem ali perto, para a gente dialogar com a população e também com quem trabalha nesse dia”, adianta Taís Adams, secretária adjunta de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT Brasil e dirigente da CUT Paraná.

O fim da escala 6x1 é uma luta histórica da classe trabalhadora, ressalta Taís. “Entre 1995 e 2025 tivemos alguns projetos de lei pela diminuição da jornada de trabalho. O tema tem um grande apelo, um grande apoio da população. O movimento Vida Além do Trabalho traz a necessidade de redução dos dias trabalhados, com o fim da escala 6x1, que leva à exaustão por explorar extremamente o trabalhador e as trabalhadoras”, afirma Tais Adams.
As manifestações populares contra a 6x1 são muito importantes nesse momento que antecede a votação da emenda constitucional que acaba com essa escala desumana de trabalho. Há a perspectiva de que a proposta seja votada nesse mês de maio no Congresso Nacional. “Na bancada federal do Paraná, nós temos apenas sete deputados que são favoráveis ao fim da escala 6x1, 13 que são contrários e 10 que estão indecisos. Então a gente tem que dar força total nas ruas e nas redes para acabar com essa exploração”, avalia Taís.
O fim da 6x1 exige 308 votos no Congresso Nacional. ‘Nesse momento a gente tem uma lista de apoiadores de apenas 203. E aí tem uma disputa de 185 deputados que são contrários, que são de partidos de extrema-direita, de partidos que apoiam o ex-presidente Bolsonaro. E a gente tem 125 que estão em dúvida”, diz a dirigente.
Quem não puder estar nas ruas nesse domingo tem a opção de se manifestar virtualmente na ferramenta Na Pressão, que facilita o envio de mensagens aos parlamentares (https://napressao.org.br/). “A gente sabe que nem todo mundo tem condição de participar presencialmente, muitas pessoas estarão trabalhando no domingo e as que não estão trabalhando podem estar em casa tendo que resolver tudo que não deu para resolver durante a semana. Essas podem participar por meio da plataforma Na Pressão”, observa Taís.




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