Meio Ambiente e Povo: desafios das lutas do nosso tempo
- Vigília Comunica

- 5 de jun.
- 2 min de leitura
As lutas por um meio ambiente sadio, adequado e equilibrado estão na ordem do dia das tarefas que a humanidade precisa enfrentar
por Robson Formica
O desequilíbrio ambiental se manifesta como crise climática, que promove mudanças climáticas e que se expressam em eventos climáticos extremos. A crise climática, que se expressa de maneira mais aguda em eventos climáticos extremos, promove estiagens prolongadas, em áreas sensíveis; em ondas de calor que impactam intensamente nas condições de saúde e bem-estar, e; na forma de chuvas intensas que causam graves impactos sociais, econômicos e sanitários. As chuvas intensas provocam inundações, deslizamentos, tonando regiões inteiras e grandes contingentes de populações atingidas.

Os casos do Rio Grande do Sul, Juiz de Fora, Vale do Itajaí, Belo Horizonte, região metropolitana e litoral de São Paulo são alguns dos exemplos mais recentes.
A questão ambiental e a crise climática atingem todas as dimensões da vida social, mas os impactos e consequências atingem de maneira muito diferente as populações, especialmente pelas suas condições sociais e econômicas, ou seja, pela condição de classe a qual estão submetidas.
As classes trabalhadoras, subalternas e periféricas (urbanas e rurais) são atingidas de forma mais intensa às consequências da crise climática e dos eventos climáticos extremos. Quando além de estarem na condição das classes trabalhadoras, subalternas e periféricas (urbanas e rurais) forem compostas por mulheres e negras, a condição se torna ainda mais dramática.
Neste sentido quando o debate ambiental não considera o modelo econômico, as dimensões, impactos, efeitos e consequências numa perspectiva de classes, de gênero, raça e outras, sobre as populações atingidas, torna-se estéril e acaba por reproduzir as desigualdades sociais, econômicas que os sujeitos acima historicamente sofrem. É preciso enfrentarmos a crise climática, mas também é preciso enfrentarmos a crise do modelo econômico, que é a causa principal da crise climática. O modelo capitalista financeirizado é a causa de todas às crises. Só a superação deste pode salvar a vida do risco de colapso sistêmico.
Ao pensarmos os desafios da luta por um meio ambiente sadio, adequado e equilibrado, torna-se indispensável, portanto, associarmos a luta pela distribuição da riqueza, do combate às desigualdades sociais, econômicas, de gênero, raça e outras. Torna-se indispensável um novo padrão civilizatório, uma sociedade equilibrada, sadia e adequada em todas as suas dimensões e a todas as formas de vida.
Que possamos pensar, para além dos tons e vernizes de verde e das falsas soluções à crise climática. O meio ambiente é flora, fauna, água, terra e gente!




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